Faeces corta percentuais de contribuição de plano CV

A Faeces, fundo de pensão dos funcionários da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), coloca em prática a partir deste mês as novas taxas para os participantes de seu Plano de Benefícios II, de contribuição variável (CV). As contribuições de risco e administrativa caem de 0,31% e 0,55% para 0,23% e 0,50% do salário de participação, respectivamente.
Criado em novembro de 2005, o Plano II fechou 2019 com 16,89%, 7,68 pontos percentuais acima da sua meta atuarial. Já o Plano BD, cujos percentuais de cobrança permanecem inalterados, apresentou valorização de 16,46%, 7,25 pontos acima do índice estabelecido.

Ceres reduz juros de empréstimos a participantes

A Fundação Ceres, que tem como principal patrocinadora a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cortou as taxas de juros dos financiamentos voltados aos seus cerca de 11.930 participantes ativos e assistidos. As operações, que podem ser contratadas via online, tiveram seus custos reduzidos, no início de março, de INPC mais 0,65% para INPC mais 0,55%, na modalidade pós-fixada. Os empréstimos prefixados, da mesma forma, recuaram 0,10 ponto percentual para taxas na faixa de 0,10% a 0,50%, de acordo com o prazo dos empréstimos, que pode atingir 60 meses.

 

A medida foi adotada pela diretoria da casa após a reavaliação das metas atuariais e índices de referência dos planos. “Como a taxa de juros das metas e dos índices de referência diminuíram, não há necessidade de manter as taxas das operações de empréstimo no patamar em que estavam. Reduzimos os juros e, ainda assim, manteremos a rentabilidade da carteira de operações com participantes em um nível compatível com o exigido na legislação”, declarou o diretor de investimentos José João Reis ao informativo da Ceres.

 

Responsável pela administração de 18 planos previdenciários, dos quais nove estão abertos a adesões, a Ceres contava, em janeiro, com recursos garantidores da ordem de R$ 8,31 bilhões. Do total, 0,95%, o equivalente a R$ 79,39 milhões, correspondiam a financiamentos concedidos à população atendida pela entidade.

Sebrae Previdência aposta em NTNs e IMA-B contra coronavirus

Edjair Alves1O Sebrae Previdência, fundo de pensão dos funcionários do Sebrae, contabilizava até o fim da última semana retorno positivo no ano de 0,6% em seu perfil de investimento conservador. Já os perfis moderado, com 92,9% em fundos multimercados, e arrojado, com alocação total em multimercados, acumulavam perdas de 3,77% e 6,36%, respectivamente, desde janeiro.
"Em condições normais, evidentemente, os indicadores atuais deixariam muito a desejar. Mas, considerando a crise, com quedas da bolsa de valores, do índice dos fundos imobiliários (Ifix) e dos gestores em geral, podemos afirmar que estamos acima da média", comenta o presidente da entidae, Edjair Alves. "Temos valorizado aplicações em Notas do Tesouro Nacional (NTNs)e títulos atrelados ao IMA-B. Além disso, estamos operando nos mercados derivativos de moedas e bolsa, para fazer hedge."
Com patrimônio líquido ao redor de R$ 900 milhões,a entidade destinou em 2019 a quase totalidade de seus recursos a multimercados exclusivos, alocados em cotas de outros fundos, pilotados pela SulAmérica Investimentos, Vinci Partners e Itaú, além de um fundo de renda fixa gerido pelo Bradesco. Os contatos com os gestores se tornaram mais intensos e frequentes nas últimas semanas, em razão dos estragos causados pelo novo coronavírus. "Hoje mesmo, realizamos mais uma teleconferência com os gestores para avaliar o quadro", diz Alves. "A verdade é que ninguém tem noção da extensão e da duração dessa crise."
Atento às oportunidades que vêm surgindo na curva de juros, e sem problemas de liquidez, o Sebrae Previdência tem como prioridade a manutenção de seu patrimônio. "Não vamos realizar prejuízos", diz Alves. "Teremos pela frente, no entanto, de avaliar corretamente, com a ajuda de nossos gestores, o momento em que os mercados irão recuperar suas forças, até porque essa reação, tudo indica, será muito rápida."
Uma opção que vem ganhando espaço na entidade são as operações com participantes, que garantiram retorno de 17,7% no último ano. Somando R$ 45 milhões, essas operações representam atualmente por 7% do portfólio. Os pagamentos, descontados diretamente dos contracheques dos participantes, proporcionam o ingresso líquido de cerca de R$ 2,5 milhões nos cofres do Sebrae Previdência a cada mês.
"Reduzimos os juros, há dois meses, até como forma de incentivar a rolagem de dívidas a custos menores, e o volume vem aumentando", observa o presidente. "Ainda temos muito espaço para crescer, já que o limite para operações com participantes corresponde a 15% do patrimônio líquido. E estamos realmente dispostos a isso."
A entidade vem, que há dois anos tem um plano de contingenciamento para funcionar em épocas de crise, vem trabalhando remotamente desde 17 de março. O plano, que custou R$ 190 mil em infraestrutura e dispositivos digitais, está sendo fundamental em meio ao caos provocado pelo Covid-19. "Todos os nossos sistemas podem ser acessados em nuvens ou pela internet", diz Alves. "Nossos funcionários estão rodando a folha de pagamento de benefícios a distância sem qualquer problema."

Celos abre espaço para fundos imobiliários e de investimentos no exterior

A Celos, fundo de pensão dos funcionários das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), deu início, em janeiro, aos estudos para a implantação das novas diretrizes estabelecidas por sua política de investimentos. As propostas incluem redução das aplicações em renda fixa, apostas maiores em renda variável e, sobretudo, multimercados estruturados, e o início das operações com fundos imobiliários e de investimentos no exterior.

Com patrimônio líquido de R$ 3,22 bilhões em janeiro, a entidade soma cerca de 8.850 participantes ativos e assistidos. Seus dois planos de complementação de aposentadorias, o Transitório, de benefício definido (BD), e o Misto, de contribuição variável (CV), apresentaram no último ano retornos de 9,10% e 11,13%, superando suas metas atuariais em 0,66 e 2,69 pontos percentuais, respectivamente.

Petros oferece suspensão temporária do pagamento de empréstimos dos participantes

A Petros permitirá aos seus participantes a suspensão temporária, de abril a junho, do pagamento das parcelas de empréstimo como forma de ajuda-los no enfrentamento das consequências financeiras da pandemia de coronavírus. A opção estará disponível aos participantes de todos os planos que contam com o serviço. Os participantes que não se manifestarem terão a prestação cobrada normalmente nos meses de abril a junho. No caso dos participantes do PPSP-R e do PPSP-NR que pagam equacionamento e optaram, no ano passado, pela suspensão temporária por seis meses, não há necessidade de se manifestar novamente, pois as cobranças já estão suspensas até o mês de junho.

Durante os três meses de suspensão, o participante continuará tendo descontados no seu contracheque os valores referentes à taxa de administração do contrato e ao fundo de quitação por morte, que variam de acordo com o plano. Os juros e a correção referentes ao período de suspensão do pagamento serão somados ao saldo devedor, seguindo a taxa prevista no contrato. Para participantes que recebem 40% de adiantamento no dia 10, a suspensão temporária das parcelas de empréstimo será integralmente refletida no pagamento do dia 25, com um valor líquido maior.

Funcesp registrou rentabilidade de 17,25% no ano passado

Jorge SiminoA Funcesp, o maior fundo de pensão de patrocínio privado do país, registrou rentabilidade de 17,25% em 2019, superando a meta atuarial do período em 5,89 pontos percentuais e o retorno médio do sistema fechado de previdência complementar em 4,19 pontos. A carteira de investimentos da entidade somava, em 31 de dezembro último, R$ 32,1 bilhões, 7,7% a mais do que no fim de 2018.

Os resultados positivos se estenderam a todos os segmentos investidos do fundo de pensão no ano passado, com destaque para as carteiras de renda variável, que tiveram alta de 27,63%, a imobiliária, de 28,66%, e de renda fixa, com valorização de 15,20%, quase o triplo dos 5,96% registrados pelo CDI, referência para renda fixa. Na avaliação de Jorge Simino Junior, diretor de investimentos e patrimônio da Funcesp, 2109 foi um ano "exuberante" para todas as classes de ativos, com excelente valorização dos títulos públicos e das ações da bolsa de valores. Isso porque, passado o nervosismo do período eleitoral, o mercado reagiu positivamente, sobretudo com a tramitação da reforma da Previdência, impulsionando os preços dos ativos.

Os bons resultados têm sido uma constante nos investimentos da Funcesp. Nos últimos três anos, a carteira da fundação acumula rentabilidade de 50,60%, desempenho 42,5% acima da meta atuarial do período, que foi de 35,50%. "A gente vem numa sequência muito positiva. Nossa rentabilidade reflete os cenários macro local e internacional, e a expertise da equipe tem sido fator determinante para fazer alocações dos recursos nos ativos de melhor performance", Comenta Simino.

O executivo destaca que a atual crise econômica mundial, causada pela pandemia do coronavírus Covid-19, e agravada pela queda nos preços do petróleo, deve, sim, ter impacto negativo nos resultados deste ano. “Principalmente pela dimensão da crise, que atingiu o mercado como um todo, muito provavelmente teremos reflexos na rentabilidade dos investimentos deste ano”, afirma. Ele assinala que o momento é de cautela nas movimentações para se observar a duração e a extensão dos efeitos do quadro atual.

Funcef monta operação de guerra para enfrentar coronavírus

Renato Vilella1A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa, deu início nesta semana a uma verdadeira operação de guerra para enfrentar os efeitos do coronavírus Covid-19 sobre as suas operações. O programa de ações, que começou a ser debatido no fim de fevereiro, tem como principais metas preservar a saúde dos cerca de 640 empregados e garantir a manutenção dos serviços e rotinas da casa. "As diretrizes são utilizar ao máximo o trabalho a distância, por meio de computadores em rede, e reduzir ao mínimo a presença de funcionários em seus postos habituais de trabalho", diz o diretor-presidente Vilella, que falou à Investidor Institucional de sua casa, em Brasília. "Hoje [ontem], por exemplo, nossa sede deve estar quase vazia."

Para analisar riscos e buscar soluções, a entidade constituiu, há três semanas, o Comitê de Gestão de Continuidade do Negocio (GCN). O grupo, que realizará nesta terça-feira (24/03) a sua sexta reunião, é composto por cerca de 15 pessoas, incluindo os seis diretores da Funcef e outros executivos. "A cada encontro, a diretoria convoca especialistas para a discussão de medidas efetivas em diferentes áreas", diz Vilella. "Com essa organização, garantimos a rápida e efetiva a adoção das decisões tomadas."

Depois de mapear, processos e rotinas internos, o GCN, tratou de dar contornos ao novo modus operandi da entidade, definido pela crise sanitária que assola o planeta. A infraestrutura de tecnologia da informação (TI) recebeu, claro, atenções especiais. As equipes encarregadas das atividades essenciais da casa – casos de benefícios, tesouraria e investimentos – começaram a utilizar uma rede privada virtual (VPN, na sigla em inglês) e tiveram suas velocidades de navegação na internet mais que duplicadas, de 200 para 500 megabytes por segundo. "Além disso, mediante ajustes no orçamento, reservamos R$ 1 milhão para compras de softwares e equipamentos, e a contratação de novos servidores", assinala Vilella.

Funpresp-Jud adia prazos de seleção de gestores de fundos

corona1Como 100% de seu quadro de funcionários deve trabalhar de forma remota até 30 de abril, em razão dos riscos representados pelo surto do novo coronavírus, a Funpresp-Jud, fundo de pensão dos servidores públicos ligados ao Judiciário e ao Ministério Público da esfera federal, decidiu adiar os prazos das licitações para a escolha de três gestores de fundos de investimento exclusivos e de até 34 abertos, anunciadas em fevereiro. A data de abertura das propostas de candidatos a gestores de veículos exclusivos foi postergada de 6 de abril para 15 de maio, e o prazo de recebimento dos papéis relativos ao processo de seleção de fundos abertos estendido de 31 de março para 29 de maio.

Na esteira da crise enfrentada pelos mercados globais, especialmente o de ações, em razão da pandemia global do Covid-19, o plano de benefícios previdenciários da Funpresp-Jud apresentou rentabilidade negativa de 1,12% em fevereiro, reduzindo o ganho acumulado do ano para 0,55%. O resultado foi fruto das aplicações em renda variável e no exterior, que sofreram quedas de 6,53% e 3,72%, respectivamente, no último mês. Tais recuos foram parcialmente compensados pelos investimentos em renda e estruturados, com crescimentos de 0,53% e 0,19%.

Petros busca proteção para carteira e revisa estratégias

petrosDiante da volatilidade aguda que acometeu o mercado como reflexo do coronavírus, a Petros está trabalhando em mecanismos de proteção para sua carteira. “Desde o início da crise, as equipes da fundação têm revisado cenários e estratégias, acompanhando a disseminação dos casos pelo mundo, bem como a evolução dos mercados e o posicionamento dos Bancos Centrais, a fim de adequar as posições com serenidade e equilíbrio, com o foco exigido por investimentos em previdência”, informa a EFPC da Petrobras, em comunicado.

O fundo de pensão informa ainda que, no segmento de renda variável, “possui ações sólidas de empresas importantes e consolidadas, com robustez para enfrentar momentos de turbulência na economia e se recuperar de crises”. A entidade diz também que os investimentos devem ser observados sob a ótica de longo prazo, de acordo com seus compromissos futuros.

Além da atenção ao portfólio no mercado, a Petros tem adotado medidas para evitar a disseminação do coronavírus – o atendimento presencial foi temporariamente suspenso, e os agendamentos de março e abril no Rio de Janeiro e Salvador, cancelados. E seguindo as orientações de recolhimento social, a fundação adotou o trabalho remoto. De toda forma, as atividades de concessão e pagamento de benefícios seguem normalmente, sem qualquer interrupção.

Surto de coronavirus adia criação de plano CD na Banesprev

coronaA pandemia global do vírus Covid-19 provocou o adiamento do projeto de criação do primeiro plano de contribuição definida (CD) da Banesprev, o fundo de pensão dos funcionários do conglomerado liderado pelo antigo Banco do Estado de São Paulo (Banespa). Anunciada em 18 de março, a proposta teve a tramitação suspensa três dias depois, a pedido do patrocinador-instituidor da entidade, o Santander. "O processo requer um amplo diálogo com participantes, associações e sindicato, além do regulador, diálogo que estaria prejudicado em consequência das determinações de isolamento e quarentena impostos por autoridades sanitárias e decretos estaduais e municipais", justificou a Banesprev em comunicado oficial.

A decisão agradou também ao Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região (SPBancários). Em 19 de março, o SPBancários e outras entidades trabalhistas solicitaram ao Santander a suspensão temporária dos debates sobre mudanças dos planos da Banesprev, em razão do surto do novo coronavírus. 

Com uma carteira de investimentos que somava R$ 18,10 bilhões em outubro do último ano, a Banesprev, o oitavo maior fundo de pensão do país, responde pela administração de 12 produtos previdenciários: 11 de beneficio definido (BD) e um de contribuição variável (CV). O plano CD em estudo será voltado aos participantes e assistidos de oito BDs:  Banesprev I, Banesprev II, Banesprev V, Pré-75, Sanprev I, DAB, DCA e Caciban.