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Desnível em relação à rua ajudou
Fapers conseguiu subir todos os equipamentos de TI para o segundo piso da sede e desligou a eletricidade, passando a operar em regime de home office

Edição 367

enchenteA Fapers, fundo de pensão dos funcionários da Emater, foi uma das menos afetada pelas inundações que atingiram o Rio Grande do Sul. Localizada no bairro Menino de Deus, que fica a poucos quilômetros do Centro Histórico de Porto Alegre, a sede da entidade tem um desnível em relação à rua, que impediu que a água atingisse os locais de trabalho mesmo no momento mais grave da enchente.
Ainda assim, quando a água começou a subir rapidamente nas ruas, no dia 3 de maio, a diretoria coordenou um trabalho de mudança de toda sua infraestrutura de TI para o segundo piso da sede. “Subimos os equipamentos de TI para o segundo andar e desligamos toda a energia da sede”, explica o diretor financeiro da entidade, Michel Bueno Giacobo. “Além disso, naquele mesmo dia liberamos todos os funcionários para trabalhar em home office.”
De acordo com ele, de casa os funcionários conseguiram acessar os bancos de dados e sistemas que ficam hospedados na nuvem e manter o principal de sua operação perto da normalidade. “A gente conseguiu fazer o pagamento dos benefícios, toda a parte de arrecadação junto à patrocinadora e até mesmo alguma arrecadação junto aos participantes”, explica. “Não houve interrupção”.
Porém, embora a operação tenha se desenvolvido “perto da normalidade”, alguns funcionários foram mais afetados. Dois deles acabaram ilhados em suas residências, sem abastecimento, apesar de não terem a residência invadida pela água e um terceiro teve que se deslocar para uma casa no litoral gaúcho. Os demais viveram os problemas que a maioria da população do estado enfrentou: falta de energia, falta de internet, dificuldades de abastecimento.
Segundo Giacobo, a comunicação da entidade com os funcionários foi essencial. “A gente manteve o canal de comunicação sempre ativo, não só para as atividades operacionais mas também para saber se todos estavam bem, se os familiares estavam bem, se precisavam de algo”, conta.
Após três semanas trabalhando em regime home office, no início de junho a Fapers retomou ao trabalho presencial.