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Home office por três semanas
RS-Prev foi prejudicada por “apagão de dados” e ficou praticamente sem funcionamento entre os dias 6 e 27 de maio

Edição 367

Hesse,Elisangela(RS Prev) 24junO RS-Prev, fundo de previdência dos servidores públicos do Rio Grande do Sul, ficou praticamente parado entre os dias 6 e 27 de maio, durante as enchentes de maio que atingiram o estado. Nessas três semanas, em função da indisponibilidade dos dados da Procergs, a empresa que faz o processamento de informações de vários órgãos públicos gaúchos, a fundação foi impactada por esse apagão de dados. “Quando a Procergs decidiu desligar preventivamente o data center, ao perceber que os alagamentos haviam atingido a sua sede, vários sistemas de órgãos estaduais foram desativados e ficamos sem acesso aos bancos de dados dos mesmos”, conta a presidente interina e diretora de seguridade da RS-Prev, Elisângela Hesse. “Isso prejudicou nosso site e até a nossa comunicação com a Previc”.
Sem acesso à rede e com o site fora do ar, além de não acessar dados dos órgãos públicos, a RS-Prev teve dificuldade para entregar os documentos obrigatórios à Previc e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Porém, segundo Hesse, “a circular 15 da Previc, dando um prazo de 60 dias para cumprir com essas obrigações, foi fundamental. Além disso, o TCE gaúcho, a quem a gente tinha entregas a fazer em maio, e a própria Receita Federal do Brasil prorrogaram os prazos. Então, de certa forma, ficamos mais tranquilos”, explica Hesse.
A fundação também encontrou dificuldades, nesse período de três semanas, no atendimento às demandas dos participantes, uma vez que só conseguia se comunicar com eles por redes sociais, e também no pagamento de fornecedores. “Pagamos alguns fornecedores que já tinham enviado as notas fiscais, cujos dados de pagamento a gente tinha, mas muitos ficaram sem receber”, relata a diretora.
Por ser uma entidade relativamente nova, com apenas oito anos de existência, a entidade ainda não possui assistidos. Com isso, não teve que se preocupar com pagamento de folha de benefícios, que foi um dos principais focos de atenção das entidades mais maduras.

Retorno gradual - Com o restabelecimento dos serviços da Procergs, no dia 27, os funcionários que ficaram em home office nas três semanas anteriores atendendo algumas necessidades mais básicas dos participantes por redes sociais, foram convocados a voltar ao trabalho presencial. Mas como a fundação deu a eles a opção de continuarem em casa por mais uma semana, devido à inacessibilidade das ruas e falta de regularidade no transporte público, a maioria continuou trabalhando de casa e só voltou na semana seguinte.
Até o dia 12 de junho os sistemas de dados foram restabelecidos. A entidade, devido às dificuldades evidenciadas pela dependência dos dados hospedados em sistemas alheios, está definindo um plano de modernização tecnológica, cujo primeiro passo será a hospedagem dos seus dados na nuvem. “É o nosso próximo passo”, diz Hesse. A discussão, porém, ainda deve ser levada ao conselho deliberativo e depois ao governo estadual para aprovação.
Entre os funcionários, embora a maioria não tenha sido atingida diretamente pelas enchentes, alguns precisaram receber familiares em suas casas. Uma funcionária, por exemplo, teve que se alojar na casa da própria Hesse, enquanto outra encontrou abrigo na casa de uma colega após sua residência ser invadida pela água. Esta última teve que ser resgatada, junto com seus filhos, por um helicóptero após a inundação da casa onde estavam.