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Fundação Família tenta avaliar prejuízo
Fundação Família segue em home office mas tem previsão de voltar ao presencial em julho

Edição 367

Sisnandes,Rodrigo(FamiliaPrevidencia) 22julMaior fundo de previdência do Rio Grande do Sul, a Fundação Família sofreu diretamente os efeitos da tragédia ambiental que atingiu o estado gaúcho no último mês. O valor dos danos patrimoniais ainda não foi mensurado, mas entre outras coisas a sede da entidade foi invadida pela água e boa parte dos funcionários acabou afetada direta ou indiretamente pela catástrofe.
“Assim que começaram as enchentes, a água chegou ao nosso prédio”, conta o presidente da Fundação, Rodrigo Sisnandes. “Nossa energia foi cortada, tivemos de desligar nossos servidores, passamos a trabalhar todos em sistema de home office. E assim seguimos, há mais de 30 dias em home office”, conta.
Os danos só não foram maiores por conta da disposição dos escritórios no prédio onde funciona a entidade, localizado no centro de Porto Alegre. A água tomou conta do térreo, onde ficam apenas a garagem, recepção e elevadores, sem atingir a estrutura administrativa onde ficam os escritórios.
“Mesmo assim, tivemos danos nos elevadores; nossas caixas d’água, que ficam na parte inferior do prédio, foram inundadas, contaminadas; temos uma subestação elétrica, subterrânea, que acabou alagada. Nesse momento, nossa sede já não tem mais água das enchentes, mas ainda há um rescaldo da inundação que estamos limpando”, diz.
Segundo ele, o prejuízo só poderá ser avaliado após o religamento da energia elétrica. Apesar de ainda não ter a dimensão dos prejuízos, ele mostra otimismo sobre o retorno ao prédio. “A previsão é de estarmos de volta, fisicamente, no mês que vem.”
Sobre os danos sofridos pelos funcionários, o presidente da Fundação aponta que “praticamente todos” foram afetados. Vinte e dois colaboradores precisaram deixar suas residências, mas seis deles “tiveram perdas totais de suas casas, que foram totalmente invadidas pela água”. “Foram os casos mais graves. Precisaram ser resgatados de barco, alguns apenas com a roupa do corpo.”
Esses e outros trabalhadores atingidos pela tragédia estão recebendo auxílio psicológico. Além disso, a Fundação Família disponibilizou um valor extra de R$ 1.836 no vale-alimentação e vale-refeição para todos seus funcionários. E aqueles que foram diretamente atingidos receberam R$ 15 mil, frutos de duas campanhas de arrecadação de recursos – uma delas com o auxílio da Tchê Previdência.
Em meio ao caos deixado pela inundação, a entidade orgulha-se de ter conseguido manter em dia o pagamento de 100% da sua folha de aposentados e pensionistas, pagando mais de R$ 60 milhões mensais a essa base no Rio Grande do Sul.
“Essa era nossa maior preocupação. E estamos conseguindo manter o atendimento, com exceção do presencial, que vamos suprir com plantões que realizaremos em diversos pontos do estado. O atendimento físico é o nosso único ponto pendente e ainda não há data exata para voltar”, aponta Sisnandes.