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CVM aceita proposta de R$ 1,06 milhão da Morgan Stanley

O Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceitou proposta de acordo com a administradora de carteiras do Morgan Stanley e seu diretor Tiago Marques Pessoa, que se comprometeram a pagar à autarquia o montante de R$ 1,06 milhão, sendo R$ 810,6 mil a serem pagos pela Morgan Stanley Administradora de Carteira e R$ 250 mil por Pessoa. O processo da CVM era por eles “não terem atuado de forma diligente de modo a impedir ou obstar a criação de condições artificiais de oferta, demanda e preço, por meio das operações de compra e venda realizadas entre Morgan Stanley Uruguay Ltda. e FIM CP LS Investimento no Exterior, em 30/4/2015 e 5/5/2014, envolvendo 4.500.000 ações preferenciais classe B de emissão da Eletrobras”.
O presidente da CVM, Marcelo Barbosa, que foi relator do caso, votou pela aceitação da proposta e o Colegiado da autarquia, acompanhando o relator, aceitou o Termo de Compromisso com Morgan Stanley Administradora de Carteira S.A. e Tiago Marques Pessoa.

Emissões registram volume de R$ 10,5 bilhões em maio

As emissões de mercado de capitais registraram em maio captação de R$ 10,5, bilhões, 68,8% a menos em relação ao mês anterior. Foram realizadas 50 operações, a maior parte no padrão estabelecido pela Instrução 476 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O total captado foi de R$ 126,1 bilhões, 6,7% acima do montante registrado no mesmo período do ano passado,. As ofertas que estão em andamento e em análise registram volumes esperados de R$ 6,7 bilhões e R$ 5,3 bilhões até o momento, respectivamente.
A despeito do ambiente de incerteza diante do cenário de pandemia, o prazo médio ponderado de colocações de debêntures em 2020 se manteve estável relativamente ao mesmo período de 2019: 5,6 ante 5,5 anos, respectivamente. Entretanto, há predominância de emissões de debêntures com remuneração DI+ spread, que respondem neste ano por 73,6% das operações, 34,9 pontos percentuais a mais do que no mesmo intervalo de 2019. A redução mais expressiva foi apresentada pelos papéis com rentabilidade em percentual do DI, cuja participação, nesse mesmo período, caiu de 45,5% para 1,8%. Os títulos vinculados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também apresentaram redução, de 15,4% para 11,4%.
Os intermediários e participantes ligados às ofertas continuam sendo os maiores subscritores das ofertas públicas de debêntures, com 87%, seguidos dos fundos de investimentos com 8,9% do total colocado. O direcionamento desses recursos vem sendo predominantemente voltado ao capital de giro e reforço de caixa (42,7%) e ao refinanciamento de passivos das empresas (24,7%).
As notas promissórias não apresentaram nenhuma grande emissão em maio. O volume captado nas sete operações realizadas no último mês, R$ 1,4 bilhão, correspondeu a apenas 10,68% do total registrado em abril. A participação desse instrumento no mercado de capitais representa 14% do volume emitido.

Fundos ampliam aquisições em ofertas de ações

Os fundos de investimento ampliaram a participação na aquisição de ações entre janeiro e maio deste ano, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Do total de R$ 31,6 bilhões emitidos em ofertas primárias e secundárias no período, os fundos foram responsáveis pela subscrição de 50,5%, ante 44,3% no mesmo intervalo do ano passado. Os investidores estrangeiros, que historicamente lideravam essas aquisições, ficaram com 27,7% (entre janeiro e maio de 2019 estavam com 51,9%). A participação dos investidores finais também cresceu neste ano: de janeiro a maio, as pessoas físicas ficaram com 16,1% do volume de ações emitido, 15,3 pontos percentuais acima do índice registrado no mesmo período do ano passado.
O mês de maio foi marcado ainda pela primeira oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) após o início da crise desencadeada pela pandemia de Covid-19: a operação da Estapar captou R$ 345 milhões. Entre janeiro e maio, os IPOs somam R$ 4,3 bilhões, volume 5,5 vezes maior do que o registrado no mesmo intervalo de 2019.
Na renda fixa, as debêntures continuam liderando as operações em 2020. Em maio, as emissões desses títulos somaram R$ 6,3 bilhões. No ano, o volume chega a R$ 38,8 bilhões, 44,30% a menos do que no período de janeiro a maio de 2019.
As notas promissórias, que em abril registraram resultado recorde de R$ 13,1 bilhões, retomaram o patamar dos meses anteriores em maio, atingindo R$ 1,4 bilhão. No ano, foram emitidos R$ 17,4 bilhões pelo instrumento.
No acumulado de operações concluídas até maio pelas companhias locais no mercado de capitais, o volume soma R$ 126,1 bilhões, 6,7% a mais do que nos cinco primeiros meses do último ano. Até o fim de maio, 55 ofertas, incluindo debêntures, Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), ações e fundos imobiliários estavam em andamento, em análise pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou pelo convênio entre a Anbima e a autarquia, podendo chegar a R$ 12,1 bilhões.

Títulos públicos alcançam em maio o maior retorno no ano

O IMA, índice que reflete o desempenho dos títulos públicos federais, apresentou rentabilidade de 1,02% em maio, o melhor resultado mensal em 2020, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A alta reverteu as perdas acumuladas e fez com que o índice registrasse variação positiva de 0,88% no ano.
"O início da pandemia de Covid-19 trouxe muita volatilidade para o mercado, o que levou a reajustes no preço dos ativos e impactou a rentabilidade dos títulos públicos em março. Esse movimento se atenuou em abril: com a redução das incertezas, os papéis apresentaram ligeira recuperação, movimento que continuou com mais intensidade em maio", comenta Hilton Notini, gerente de preços e índices da Anbima.
As NTN-Bs com vencimento de até cinco anos foram os destaques do último mês. O IMA-B5, que retrata esses papéis, rendeu 2,12% em maio e acumula alta de 2,03% no ano. Na sequência, o IRF-M1+, que acompanha as LTNs e NTNs acima de um ano, rendeu 1,92%, com alta de 4,94% no acumulado do ano. E o IMA-B5+, que espelha papéis com prazos superiores a cinco anos, bateu 1,02% no mês, mas ainda registra perda de 7,88% no ano.
Entre os índices de prazos menores, o IRF-M1, que reflete os papéis pré-fixados até um ano, teve retorno de 0,42%, enquanto o IMA-S, que acompanha os títulos indexados à taxa Selic, registrou ganho de 0,24%. No ano, eles acumulam altas de 2,31% e 1,5%, respectivamente.

Debêntures registram retornos maiores e prêmios de risco menores em maio

A recuperação do mercado de debêntures ganhou intensidade em maio. Os prêmios de risco registraram a primeira queda desde o início da pandemia da Covid-19 e, de quebra, os retornos oferecidos pelos papéis aumentaram, conforme mostram as variações dos subíndices do IDA, indicador da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) que acompanha esses títulos.
As debêntures refletidas pelo IDA-DI, formado por papéis remunerados pelo DI, atingiram retorno de 0,78% em maio, o que representa 330% do DI. O resultado reverte a queda de 4,87% em março (-1.439% do DI), o pior retorno mensal da série histórica da Anbima, iniciada em 2009. Quanto ao prêmio de risco do IDA-DI, ou seja, a referência sobre a percepção de risco atrelada a esses papéis, houve queda em maio, após altas de meados de março em diante: de 1,2%, passou para 3,6%, em abril, e retomou a direção de baixa para 2,9% em maio. O prêmio de risco calcula a diferença de taxas entre debêntures e títulos públicos (de risco soberano) que tenham prazos e remuneração semelhantes, razão pela qual quanto menor for o prêmio, menor é também o risco atrelado aos papéis corporativos.
Entre as debêntures indexadas ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), representadas pelo IDA-IPCA, a queda de 5,65% na rentabilidade em março foi revertida em altas de 1,56% em abril e de 2,24% em maio. No acumulado do ano, entretanto, o retorno do IDA-IPCA ainda é negativo em 0,56%. Comparado aos índices que refletem os títulos públicos com o mesmo indexador, o IMA-B 5+ (que acompanha as NTN-Bs com prazos maiores do que cinco anos) tem queda ainda maior no ano, de 7,88%, enquanto o IMA-B 5 (que reflete os papéis com prazos inferiores a cinco anos) tem retorno positivo de 2,03%. Vale destacar ainda que o prêmio de risco do IDA-IPCA ficou mais estável: saiu de 1,2% em abril para 1,9% em maio.
"Ainda que o mercado não tenha voltado aos números de antes da pandemia, os resultados de maio permitem vislumbrar melhora. Outros movimentos reforçam essa expectativa, como a menor dispersão entre os preços de debêntures enviados pelas instituições que fazem parte da nossa amostra de precificação. Isso indica que, de alguma forma, há mais convergência na percepção de preço justo dos papéis", afirma Hilton Notini, gerente de preços e Índices da Anbima.
Os resultados dos índices da família IDA em maio acompanham a dinâmica do mercado secundário de debêntures no mês. Após um período de alta volatilidade, impulsionado pelas incertezas do cenário de pandemia, o volume negociado chegou a R$ 24 bilhões em março e a R$ 26,5 bilhões em abril. Em maio, voltou para R$ 17,9 bilhões, patamar próximo ao observado no início do ano, antes da crise. No período de maior incerteza, os ativos remunerados pelo DI concentram as negociações: entre março e maio ultrapassaram a marca de 70% do total, enquanto nos primeiros dias de junho participam com cerca de metade do volume registrado.

FIIs ancorados em escritórios concentram maiores perdas

O tranco sofrido pelos fundos de investimentos imobiliários (FIIs) com a crise causada pela pandemia da Covid-19, que se traduz num recuo de 14,60% do índice IFix desde o início do ano, atingiu de forma mais intensa os produtos lastreados em escritórios. De acordo com levantamento efetuado pelo Yubb, ferramenta de busca voltada a investimentos em geral, cinco entre os dez FIIs listados na B3 que acumularam maiores desvalorizações entre 1o de janeiro e 20 de maio últimos são ancorados nas chamadas lajes corporativas. Outros dois fundos com as mesmas características aparecem entre a 11a e a 20a posição do referido ranking (ver listagem abaixo).
O fenômeno, na avaliação de Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb, é reflexo das medidas de prevenção ao surto do novo coronavírus, especialmente do home office, ou seja, do trabalho remoto. A prática teve impacto direto sobre a rentabilidade das lajes corporativas, já que resultou na abertura de renegociações para a redução de aluguéis, e tende a ganhar escala. “Muitas organizações estão prorrogando o home office até 2021 e até mesmo fechando escritórios, optando por apostas permanentes e estruturais no trabalho remoto”, assinala Pascowitch.
Leitura semelhante já é feita por alguns investidores institucionais, caso da Fundação Copel. A entidade, que administra planos de complementação de aposentadorias para funcionários de companhias energéticas do Paraná, realizou as primeiras aplicações em FIIs em 2019 e planejava reforçar os seus aportes em mais dois fundos do gênero, projeto que foi abandonado no início do ano. "Acreditamos que, em razão do trabalho à distância, ditado pela pandemia da Covid-19, muitas empresas vão perceber que podem reduzir sensivelmente as suas estruturas físicas. Ou seja, a crise atual poderá gerar sequelas de longo prazo para o setor imobiliário”, comenta o diretor de investimentos José Carlos Lakoski. 

Tijolos em baixa
Maiores desvalorizações apresentadas por FIIs listados na B3 entre 01/01 e 20/05/2020

Fundo/ ativos/ perdas
1 - TRX Edifícios Corporativos (escritórios): -62,21%

2 - General Shopping e Outlets do Brasil (shopping centers): -52,03%

3 - Edifício Galeria (escritórios): -46,51%

4 - SP Downtown (escritórios): -45,93%

5 - Hotel Maxinvest (hotéis): -43,85%

6 - XP Industrial (galpões industriais): -42,79%

7 - Pátria Edifícios Corporativos (escritórios): -41,70%

8 - Torre Almirante (escritórios): -40,44%

9 - Brazilian Graveyard and Death Care (cemitérios): -40,31%

10 - Rio Bravo IFIX (fundo de fundos): -40,19%

11 - Kinea FII (fundo de fundos): -38,64%

12 - Kinea II Real Estate Equity (imóveis residenciais): -38,24%

13 - Malls Brasil Plural (shopping centers): -37,91%

14 - Rio Bravo Renda Corporativa (escritórios): -37,89%

15 - HSI Mall (shopping centers): -37,55%

16 - Quasar Agro (armazés rurais): -37,27%

17 - XP Properties (escritórios, escolas e hospitais): -35,85%

18 - SDI Logística Rio (centrais de distribuição): -35,80%

19 - Votorantim Shopping (shopping centers): -35,00%

20 - Hedge Brasil Shopping (shopping centers): -34,91%

Fonte: Yubb

BNDESPar prorroga chamada para FIDCs voltados a empresas de menor porte

A BNDESPar, braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prorrogou até o próximo dia 10 o prazo da chamada pública para a seleção de até dez fundos lastreados em títulos de crédito emitidos por micro, pequenas e médias empresas, que venceria nesta quarta-feira (03/06). A medida, que tem objetivo atenuar efeitos econômicos da pandemia da Covid-19, prevê a criação de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) ou de cotas de FIDCs nos quais a BNDESPar planeja injetar até R$ 4 bilhões, com volume máximo de R$ 500 milhões por fundo.

Boletim da CVM mostra queda de risco de liquidez

A edição de maio do Boletim de Risco da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revela queda no indicador de risco de liquidez do mercado acionário em abril. Bruno Luna, chefe da assessoria de análise econômica e gestão de riscos (ASA) da CVM explica: “Considerando outros dados complementares relacionados à liquidez, como o aumento do número de investidores na base da B3 e o aumento do volume financeiro negociado, a queda do indicador de risco em relação a março faz sentido".
Produzido pela ASA há oito anos, o Boletim de Risco apresenta, mensalmente, os indicadores de risco dos mercados de capitais de economias avançadas, como Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha, e emergentes, casos de Brasil, Índia, África do Sul, Turquia e Indonésia. Outro acontecimento que mereceu destaque na útima edição da publicação foi a queda no pico de volatilidade, em especial dos títulos corporativos internacionais, em razão de programas de compras de ativos executados por diversos bancos centrais.

Fundos registram captação positiva nos 22 primeiros dias do mês

Os fundos de investimento registraram captação líquida positiva de R$ 1,4 bilhão entre 1º e 22 de maio, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O resultado, que corresponde à diferença entre R$ 406,7 bilhões de aplicações e R$ 405,3 bilhões de resgates, foi puxado, principalmente, pelos fundos de renda fixa, que totalizaram captação líquida positiva de R$ 3,1 bilhões. O desempenho desta categoria, no entanto, muda quando observados os números da semana de 18 a 22 de maio, período em que esses veículs registraram a saída líquida de R$ 2,7 bilhões (R$ 100,8 bilhões em aplicações x 103,5 bilhões em resgates).
Nos 22 primeiros dias do mês, cinco classes de fundos tiveram captação líquida positiva: renda fixa (R$ 3,2 bilhões), FIDCs (R$ 529 milhões), cambial (R$ 518 milhões), ações (R$ 222 milhões) e FIPs (R$ 196 milhões). Os fundos multimercados, de previdência e ETFs apresentaram saídas líquidas de recursos de R$ 400 milhões, R$ 2,2 bilhões e R$ 1 bilhão (resgate de R$ 1 bilhão concentrado em um único fundo), respectivamente. Até 22 de maio, a indústria de fundos acumula resgates de R$ 56,6 bilhões, o que representa 1% de todo o patrimônio líquido do segmento.

Centauro fará follow-on de quase R$ 1 bilhão

O Grupo SBF, que controla a rede de lojas Centauro, enviou hoje para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)  um pedido para oferta primária restrita de cerca de 25 milhões de ações para captar recursos para aquisições. A empresa pode levantar até R$ 928,8 milhões, considerando o preço de R$ 27,52 por ação do fechamento de ontem (25/05). BTG Pactual, Itaú BBA e Santander Brasil são os coordenadores da oferta, e segundo fato relevante publicado pela companhia, os recursos serão usados para o financiamento de aquisições de empresas “em curso e futuras que possam contribuir para a execução de sua estratégia de crescimento e a expansão de seus negócios”.