Ex-diretor do BC reduz crescimento do PIB de 2% para 1,5%

Reinaldo Le Grazie, sócio da gestora Panambi e ex-diretor de política monetária do Banco Central, está pessimista em relação ao crescimento do PIB para este ano. Ele está revendo suas projeções anteriores, que eram na casa de 2%, rebaixando-as para 1,5%. Le Grazie acha que, em virtude do quadro atual de propagação do coronavirius pelo mundo e da crise em torno dos preços do petróleo, o Copom deverá optar por reduzir a Taxa Selic na próxima reunião, mas “a magnitude será definida em função das condições correntes”. Ainda de acordo com o ex-diretor de política monetária do Banco Central, “a tendência é que não seja um ciclo, e sim antecipado”.

Segundo comunicado enviado pela Panambi à imprensa, assinado por Le Grazie, “a conjuntura prescreve alívi monetário, no mundo e no Brasil, via compulsório, QE (Quantitative Esing) e taxa de juros”.

Fundações mantêm alocações inalteradas diante da aversão ao risco com coronavírus

Os fundos de pensão têm mantido a calma em um momento de forte estresse no mercado com as incertezas sobre o impacto do coronavírus na economia global. “Em termos de resultados, obviamente as quedas do mercado tiveram um impcato nas carteiras, e não foi pequeno”, diz Guilherme Benites, da consultoria Aditus. “Em termos de novas alocações, ainda não estou vendo movimentações. O pessoal preferiu esperar para ver até onde a coisa vai”, complementa o especialista.

Segundo ele, boa parte do mercado enxerga a desvalorização recente como uma oportunidade de entrar em ativos que estavam com os preços esticados. “De fato acredito que pode sim ser uma oportunidade, mas não sei se fazer alguma alocação neste momento seja a melhor ideia, já que não sabemos qual será a extensão da atual crise”, afirma Benites. “O investidor pode enxergar a queda da bolsa como uma janela de entrada, e no dia seguinte o Ibovespa tem uma nova queda de 10%”, pondera o consultor, que sugere cautela às entidades. “Nas conversas com os clientes, tenho falado que eles devem pelo menos esperar alguma estabilização, porque a volatilidade está muito alta”.

Nesta segunda-feira (9) a bolsa acionou o ‘circuit breaker’, quando as negociações são interrompidas, após uma queda superior aos 10%, o que não ocorrria desde maio de 2017. A medida, contudo, não surtiu efeito, já que após as operações serem retomadas o Ibovespa voltou a cair forte – por volta das 11h50, o benchmark operava em baixa de 8,75%, aos 89,4 mil pontos. O índice havia encerrado o mês de fevereiro aos 104,1 mil pontos, e acumula desde então uma queda de quase 15%.

Títulos públicos de longo prazo têm perdas com Coronavírus

As incertezas quanto ao efeito do Coronavírus na economia brasileira têm provocado impactos nas rentabilidades dos títulos públicos de longo prazo. Entre o dia 26 de fevereiro, quando foi confirmado o primeiro caso da doença no Brasil, até o meio dia de 06/03, o IMA-B 5+, indicador que expressa a carteira de NTN-Bs com vencimentos acima de cinco anos, acumula perda de 2,15%.

Por apresentarem prazos mais longos, a exposição desses papéis às indefinições do atual cenário e de seus efeitos na economia nos próximos meses é maior, refletindo na queda de seus preços no mercado secundário, mesmo com as novas expectativas de cortes na Selic (o que, em tese, poderia valorizá-los).

Indústria de fundos tem captação líquida de R$ 19,6 bilhões em fevereiro

A indústria de fundos de investimento registrou uma captação líquida de R$ 19,6 bilhões em fevereiro, o que fez o volume do primeiro bimestre alcançar R$ 30,1 bilhões, representando uma queda de 41% na comparação com os R$ 50,9 bilhões em igual período do ano passado, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Os fundos de ações lideraram os ingressos líquidos pelo quinto mês consecutivo, com R$ 12,8 bilhões, alcançando R$ 36,3 bilhões no ano (alta de 153% sobre o mesmo intervalo de 2019). Nos multimercados, a captação líquida em fevereiro foi de R$ 7,9 bilhões e de R$ 18,4 bilhões em 2020 (avanço de 59% em relação ao ano passado). Na outra ponta, os fundos de renda fixa tiveram regates líquidos de R$ 2,3 bilhões no mês e de R$ 21,7 bilhões em 2020.

Instituto de Mineração firma acordo com bolsa canadense para atrair recursos ao setor

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) assinou nesta segunda-feira (2), em Toronto, no Canadá, um Memorando de Entendimento (MOU) com a Toronto Stock Exchange (TSX) e a TSX Venture Exchange (TSXV) para estabelecer um relacionamento colaborativo destinado a aumentar o investimento no setor de mineração brasileiro nos próximos anos. As duas partes esperam que o MOU abra perspectivas para a expansão da pesquisa geológica, exploração e desenvolvimento de projetos de mineração no Brasil.

Algumas das iniciativas estabelecidas no MOU incluem o aumento do número de empresas de mineração brasileiras nas bolsas de valores canadenses e a identificação conjunta de oportunidades para aumentar a atratividade do investimento para o setor de mineração brasileiro. O IBRAM irá desempenhar papel fundamental na implementação das ações contempladas no MOU, incluindo a identificação de projetos atraentes e oportunidades de investimentos no setor mineral brasileiro. O IBRAM e as bolsas também organizarão uma agenda conjunta para promover a mineração brasileira, como conferências de investidores destinadas a atrair investimentos canadenses.

O IBRAM calcula que os investimentos no setor mineral brasileiro irão se expandir nos próximos anos. Em fevereiro último, o Instituto anunciou que o valor dos investimentos no setor de mineração brasileiro deverá ser de US$ 32,5 bilhões no período 2020-2024, representando um aumento de 18% nos investimentos em comparação com a previsão para 2019-2023. Esse aumento será impulsionado por investimentos em projetos minerários (green field e brown field) e segurança operacional.

“O setor mineral do Brasil apresenta excelentes oportunidades de investimento. Apenas 30% dos 8,5 milhões de km2 do país têm pesquisa geológica adequada para mineração. As minas ocupam apenas 0,6% do território do país, portanto, há um enorme potencial para novos investimentos e a descoberta de futuros depósitos de classe mundial”, afirmou Flávio Penido, diretor-presidente do IBRAM, em comunicado. “Temos mais de 35 empresas em nossos mercados, com mais de 100 propriedades no Brasil, e acreditamos que nossas bolsas continuarão sendo importantes parceiras e fontes de capital para as empresas de mineração brasileiras”, disse Robert Peterman, vice-presidente de desenvolvimento de negócios globais da TSX / TSXV.

 

 

 

Bolsa brasileira perde R$ 290,2 bilhões em valor de mercado no dia 26 de fevereiro

O temor dos investidores sobre a disseminação do coronavírus fez o Ibovespa registrar um tombo de 7% no pregão desta quarta-feira (26), a maior queda desde maio de 2017, quando do episódio que ficou conhecido como ‘Joesley Day’. Com isso, as empresas com ações negociadas na bolsa tiveram em um único dia uma perda de valor de mercado da ordem de R$ 290,2 bilhões, segundo dados compilados pela Economatica. As 95 empresas com ações negociadas na B3 somavam no dia um valor de mercado de R$ 3,60 trilhões. O valor de mercado perdido na sessão pós-carnaval corresponde ao do Itaú Unibanco (R$ 288,4 bilhões).

Diante dos receios sobre a origem do coronavírus na China e seu impacto para o ritmo da atividade econômica do gigante asiático, as exportadoras de commodities foram as que mais sofreram. A Petrobras liderou as perdas, com uma queda de R$ 39,2 bilhões no valor de mercado, para R$ 353,5 bilhões, seguida pela Vale, com uma baixa de R$ 24,5 bilhões, para R$ 232,5 bilhões. Na sequência aparecem os quatro grandes bancos, que juntos perderam R$ 50,5 bilhões.

 

Aposta no aluguel residencial | Primeiro FII residencial para renda nasce com R$ 90 milhões em um momento no qual o apetite dos investidores por produtos do segmento está em alta

Embora a casa própria ainda seja o sonho de consumo de muita gente, as novas gerações têm trazido demandas diferentes ao mercado. Essa parte da população não quer mais possuir um bem, mas apenas usufruir dele por um período. Basta olhar para a queda nas vendas de carros diante do crescimento dos aplicativos de transporte. Na construção civil, as mudanças de hábito da população também começam a se fazer sentir.
Ao identificar uma procura crescente de clientes que não querem mais adquirir, mas sim alugar um imóvel, a construtora MRV começou a explorar esse nicho do mercado. Para isso, criou em 2019 a Luggo, uma plataforma digital de imóveis para locação. Para dar escala à operação, a construtora se financiou no mercado de capitais através de um fundo imobiliário.
Desta forma, em 30 de dezembro foi lançado na B3 o primeiro fundo imobiliário residencial para renda do mercado local, após uma captação de R$ 90 milhões junto a investidores de varejo em sua maioria. Nesse modelo, o cotista se beneficia do aluguel pago pelos locatários. Trata-se de um formato diferente do que já é comum no país, de fundos de desenvolvimento residencial, em que o gestor adquire ou financia a aquisição do terreno, faz a construção em parceria com uma empreiteira e vende o imóvel.
A administração e custódia do fundo ficam à cargo da Inter DTVM, do banco de mesmo nome, que assim como a MRV também pertence à família Menin. O FII nasce com quatro empreendimentos em carteira, um em Belo Horizonte (100% locado), dois em Curitiba (um com 90% de ocupação e outro a ser lançado em março) e o quarto em Campinas (lançamento em maio). Os quatro prédios somam 452 unidades, com metragem de 50 metros quadrados cada e aluguel entre R$ 1,3 mil a R$ 1,8 mil. Quando todas as unidades estiverem ocupadas a receita mensal deve girar entre R$ 600 mil a R$ 800 mil. “Esse valor tende a crescer com os serviços que vamos oferecer, como carro e lavanderia compartilhados”, afirma Ricardo Couto, diretor de investimentos do Banco Inter.
A própria MRV se surpreendeu com a rápida absorção dos imóveis. As projeções indicavam um prazo de 24 meses para a locação completa de cada um dos empreendimentos – o de BH foi ocupado em nove meses e o de Curitiba está quase cheio com 90 dias. Devido à boa receptividade, a MRV já comprou outros sete terrenos para oferecer mais 1.616 unidades para locação, que devem estar prontas no primeiro trimestre de 2021. Além da capital mineira, as cidades escolhidas foram Porto Alegre, Brasília, Salvador e São Paulo.
Nesta primeira oferta do fundo os clientes do Banco Inter tiveram prioridade na compra das cotas, vendidas a R$ 100 cada, representando mais da metade dos quase dois mil CPFs que participaram da operação. Segundo o diretor do Inter, está nos planos da instituição realizar novas ofertas semelhantes tanto para o investidor de varejo como para o institucional, adaptando a estrutura do veículo às características de cada um.
“O principal atrativo do fundo é a diversificação”, afirma Couto. Os galpões ou lajes corporativas, imóveis em que os fundos investem com mais frequência, têm riscos completamente diferentes de um residencial. “Nosso fundo tem uma pulverização muito maior, uma vez que nas lajes corporativas os fundos têm entre dez a quinze inquilinos”, diz o executivo. “Nos empreendimentos residenciais são alguns milhares de condôminos”.
Para mitigar o risco de inadimplência, a construtora fechou um contrato com a Porto Seguro, que cobre um eventual atraso no pagamento. “E mesmo que um locatário venha a sair, de um universo de quase duas mil unidades, o impacto será bem menor em comparação com a saída de uma grande rede varejista de um shopping”, afirma Rodrigo Lufty, gerente executivo da Luggo. “Por isso, a cota tende a sofrer uma variação menor que a de outros fundos do mercado”. Por ser menos volátil, o ‘dividend yield’ projetado do fundo, que é o quanto ele irá distribuir em dividendos em relação ao valor da cota, é de 5,8% ao ano, um pouco abaixo na comparação com a média da indústria.

Por se tratar de uma iniciativa inédita no mercado brasileiro, o especialista em fundos imobiliários Sergio Belleza Filho vê com bons olhos que a iniciativa seja liderada por uma empresa de grande porte e reconhecida por sua atuação no setor. “A Vitacon chegou a tentar uma operação parecida, que não foi bem sucedida”.
Belleza ressalta, no entanto, que o ‘dividend yield’ proposto deixa a desejar. “O prêmio oferecido está próximo ao de fundos com imóveis prontos”, diz. Ele pondera, contudo, que a alta demanda dos investidores é o que tem justificado os rendimentos no patamar atual. “A tendência é que os retornos fiquem ainda um pouco menores com a provável chegada de novos investidores como os institucionais”.
Segundo o especialista, a oferta de fundos imobiliários, recorde em 2019 com R$ 19,6 bilhões em emissões até novembro, só não foi maior pela falta de ativos. “Até porque investidor interessado é o que não falta”.

Mesmo após a valorização de 35,98% em 2019 do Ifix, o índice de fundos imobiliários da B3, o apetite dos investidores está longe de se esgotar. Na RBR Asset Management, casa com o foco exclusivo no segmento, a expectativa é saltar a base de ativos sob gestão de R$ 3,5 bilhões para R$ 4 bilhões até junho.
“Vamos captar recursos para diversas estratégias, como desenvolvimento residencial, corporativo e também no setor de logística, onde passamos a atuar recentemente”, diz Ricardo Almendra, CEO da RBR. “Enxergamos boas oportunidades em todas elas. O setor imobiliário será um dos motores da retomada do PIB”.
A gestora atua no mercado residencial apenas no desenvolvimento e na venda, e não tem a intenção de operar com imóveis para locação. “Somos céticos em relação a esse modelo de fundo da MRV”, afirma o executivo. Em 2019, a asset adquiriu 12 terrenos para desenvolvimento residencial e em 2020 a toada deve se manter, quando será lançado o quarto fundo da RBR voltado para essa estratégia.

O principal foco de atuação dos gestores está em regiões privilegiadas de São Paulo e Rio de Janeiro. Contudo, engana-se quem pensa que outras geografias não estão sendo exploradas pelos agentes de mercado. A Hectare Capital tem apostado em moradias residenciais na região Centro-Oeste do País, para aproveitar o fluxo de pessoas que migram para lá para atuar no agronegócio. Outra aposta pouco usual da gestora é em destinos turísticos como Gramado (RS), Porto Seguro (BA) e Olimpia (SP).
“Nas cidades de veraneio temos financiado as multi-propriedades, um modelo comum no exterior”, diz Lucas Elmor, diretor de gestão da Hectare. As multi-propriedades nada mais são do que casas compartilhadas em que o comprador aporta uma fração do valor que teria de desembolsar se fosse comprar um imóvel sozinho e tem o direito de usá-lo três a quatro vezes ao ano. “Como se trata de uma casa para as férias, o proprietário frequenta o local apenas algumas vezes no ano”, afirma Elmor. “Portanto, não tem a necessidade de ter um imóvel só para ele”.
A estratégia em cidades turísticas serve como proteção contra momentos de crise, quando viagens no Brasil crescem em detrimento das internacionais, diz o executivo. “Nosso maior diferencial é conseguir retornos atraentes por atuarmos em regiões desassistidas pelo sistema bancário”, afirma Elmor. A expectativa de rentabilidade dos fundos da Hectare é de inflação mais 10% a 15%. Nada mal para uma Selic de 4,25%, desde que o investidor saiba bem onde está pisando.

Anbima defende maior abertura do mercado ao exterior

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) anunciou nesta terça-feira (18/02) que está iniciando a elaboração de uma proposta de maior abertura do mercado doméstico aos produtos e investidores estrangeiros. Alinhado com o Projeto de Lei 5.387/19, que apresenta um novo marco legal para as operações cambiais, e à consulta pública realizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre as regras para aplicações em Brazilian Depositary Receipts (BDRs), o trabalho, sem prazo de conclusão definido, será apresentado e debatido com as autoridades. “A ideia é ampliar e facilitar as aplicações de brasileiros no exterior e de estrangeiros no mercado local”, comenta o superintendente José Carlos Doherty. 

Outra prioridade da Anbima para o exercício em curso é a revisão do sistema de qualificação dos investidores estabelecido, em 2014, pela Instrução 554 da CVM. Ainda a ser elaborado, o projeto tomará como referência o modelo europeu, integralmente baseado no suitability, ou seja, na aptidão e nos conhecimentos dos investidores. “A meta é trocar ‘carimbos’, como os de investidores qualificados e profissionais, pelo suitability”, observa o presidente Carlos Ambrósio. “A classificação com base no poder econômico ignora outras características e prioridades dos investidores.”

Anbima reestrutura seu conselho de ética

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) está reformando seu conselho de ética, com vistas a dar maior grau de autonomia ao colegiado. A proposta da associação prevê que o grupo passará a ter a palavra final nos pedidos de filiação e adesão. Atualmente, essas e outras decisões ficam com a diretoria. Em relação à composição, hoje o conselho de ética é formado por sete membros de representantes de empresas associadas. A ideia é que ele tenha nove componentes na nova configuração, sendo quatro de instituições não associadas.

Além disso, o mandato passará de dois para quatro anos, com apenas uma reeleição. Entretanto, a cada dois anos, três membros (que correspondem a 1/3 do conselho) devem ser renovados. Os associados tem entre 21 de fevereiro a 5 de março para manifestar seu posicionamento a respeito da proposta.

Dividendos e JCP dos quatro grandes bancos somam R$ 58 bilhões em 2019

O montante de dividendos e juros sobre o capital próprio pagos pelos quatro grandes bancos (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander) do mercado brasileirou referentes ao exercício de 2019 totalizou R$ 58 bilhões, o que representa o maior valor da série histórica iniciada em 2008 e um crescimento de 56,5% na comparação com 2018. Os dados foram compilados e divulgados pela Economatica.

O Itaú foi o que pagou o maior valor dentre os quatro, de R$ 26,1 bilhões, seguido pelo Bradesco (R$ 17,7 bilhões), Banco do Brasil (R$ 7,1 bilhões) e Santander (R$ 7 bilhões). O lucro líquido nominal acumulado pelas quatro instituições financeiras no ano passado foi de R$ 81,5 bilhões, o maior valor já registrado historicamente e 17,9% superior ao reportado em 2018.