Franklin Templeton lança fundo de renda fixa no exterior

Edição 264

A Franklin Templeton Investimentos lançou o Templeton Global Total Return Investimento no Exterior FI Multimercado, fundo de renda fixa que opera no mundo todo e será destinado a investidores qualificados. O fundo está adaptado também à Resolução 3792, que regula os investimentos dos fundos de pensão.
O fundo tem o objetivo de trazer o excedente de retorno em relação ao alfa gerado no exterior e traduzir em reais. “O objetivo é que o fundo gere retornos de CDI mais 5,5% ou CDI mais 6%”, explica Marcus Vinicius Gonçalves, representante da Franklin Templeton no Brasil. “O fundo terá pouca correlação com o mercado local, comprando ativos do mundo inteiro”.
O valor mínimo para aplicação no fundo é de R$ 1 milhão. “É um fundo competitivo, com uma visão mais de curto prazo. No longo prazo, podemos ter uma boa história, se o fundo conseguir entregar esse alfa, pois assim competimos com outros fundos de mercado com esse tipo de perfil”, explica o executivo, que não deu projeções de captação.
O fundo foi estruturado no Brasil pela própria Franklin Templeton junto ao BNY Mellon, que será o administrador e distribuidor. “Muitos fundos de pensão já conhecem o fundo, e estamos mostrando que ele pode competir na renda fixa, mostrado sua estrutura e os mecanismos de proteção cambial”, diz.

Sebraeprev investirá até R$ 4,5 milhões no exterior

Edição 264

O Sebrae Previdência iniciará suas alocações no exterior a partir do próximo mês. A entidade teve o aval dos conselhos para aplicar em fundos de investimento no exterior até no máximo 1% de seu patrimônio, que atualmente gira em torno de R$ 450 milhões. O fundo de pensão decidiu então por investir em dois fundos, por meio da BB DTVM. São eles o BB Multimercado JP Morgan Investimento no Exterior e o BB Multimercado Schroders.
George Mota, diretor de investimentos da fundação, explica que o valor a ser investido no total gira em torno de R$ 4 milhões a R$ 4,5 milhões, e será dividido de forma igual entre os dois fundos para investimentos nos mercados de ações dos Estados Unidos e da Europa.
Mota diz ainda que a decisão de iniciar com uma porcentagem pequena do patrimônio se deve mais a uma experiência de como funcionará o investimento no exterior. “A decisão é uma forma de inserir o Sebraeprev nesse mercado, mas aguardando uma melhor definição de cenário econômico, tanto nacional quanto internacional. Em 2015, teremos definida uma nova política de investimento, e para isso discutiremos se esse limite aumentará”, complementa o executivo.

Fundação Itaipu amplia investimentos no exterior

Edição 263

A Fundação Itaipu (Fibra) ampliou os investimentos em fundos de ações no exterior com a entrada em um fundo do J. P. Morgan em julho passado. A aplicação soma R$ 11 milhões, que é o mesmo valor aplicado em outro fundo no exterior, da BlackRock, investido pelo fundo de pensão no início de 2014. Ambos os fundos contam com a administração da BB DTVM que é a responsável pelo feeder local que dá acesso aos fundos no exterior. A fundação pretende aumentar os valores alocados nos fundos. “Podemos dobrar os investimentos ainda. Eles representam menos de 1% do nosso patrimônio, mas temos apetite para aumentar os aportes”, afirma Silvio Rangel, superintendente da fundação.
Segundo o executivo, os fundos investidos replicam índices de ações de grandes empresas multinacionais. “Essas companhias têm receitas globais, então não estamos expostos a riscos de um só país”, explica. Rangel destaca que o processo de investimento no exterior começou a cerca de dois anos. “Para nós é ainda um aprendizado. Estamos fazendo uma experiência e por isso começamos com fundos simples”, complementa.

Caixa e Mercer preparam fundo no exterior

Sérgio Henrique Oliveira Bini, da CaixaEdição 262

A asset da Caixa Econômica está preparando o lançamento de um fundo de fundos que irá investir em ações globais. Um diferencial do novo produto é a parceria com a consultoria Mercer, que ajudará na seleção dos gestores externos. A Mercer, destaca Sérgio Oliveira Bini, gerente nacional de investidores corporativos da Caixa, é mais conhecida no Brasil por sua atuação como consultoria, mas em outros países ela é gestora de fundos de fundos. O executivo explica que a consultoria possui um banco de dados que acompanha o desempenho dos principais gestores de recursos mundiais.
A expectativa, diz Bini, é que já em setembro o produto comece a ser distribuído aos institucionais. “Sabemos que o mercado todo está ofertando esse tipo de produto, mas pensamos em algo em torno de R$ 100 milhões pelo menos no primeiro ano. Estamos em processo de seleção dos gestores”, diz o executivo. O fundo terá uma taxa de administração de 0,50%, mas o executivo ressalta que ainda não é possível dizer qual será o custo final do produto, uma vez que ainda não se sabe quais serão as taxas cobradas pelos fundos a serem investidos no exterior.