Itaú e Standard Chartered realizam empréstimo com utilização do blockchain

O Itaú Unibanco captou US$ 100 milhões do Standard Chartered (SC) e do Wells Fargo através de uma operação de Club Loan (formato semelhante ao de “empréstimo sindicalizado”). Em paralelo, o Itaú Unibanco e o Standard Chartered concluíram com sucesso o desenvolvimento e a prova de conceito – ou PoC sigla em inglês para Proof of Concept – da primeira plataforma de Blockchain da América Latina para uma operação neste formato. Foi utilizada a plataforma Corda Connect do consórcio da R3 para o desenvolvimento da iniciativa.

De acordo com comunicado divulgado pelo Itaú, a tecnologia de Blockchain permite que os participantes façam upload de dados para uma rede de computadores compartilhada e autenticada. Esses dados são replicados a todos os participantes por meio de um mecanismo conhecido como shared ledger, ou livro compartilhado. Todos os dados registrados na rede são criptografados para garantir a legitimidade da informação e que o conteúdo tenha sido originado por um participante autorizado. Além disso, a existência da base de dados compartilhada evita conflitos que poderiam surgir quando diversos agentes participam de uma só transação.

Ainda segundo o banco, com essa plataforma Blockchain, os participantes conseguiram monitorar as revisões dos contratos do empréstimo, comentários, e a sequência de aprovações de forma segura, transparente e sem papel. Como as sequências das alterações dos documentos são preservadas, os participantes podem rastrear e posteriormente auditar as alterações até o fechamento da operação.

“O principal objetivo da transação era testar a capacidade dos bancos de desenvolver tecnologia de ponta, que moldará o setor no futuro. A plataforma desenvolvida aprimorou e facilitou a comunicação dos bancos em um processo centralizado e sem o uso de papel, com potencial efetivo de agregar ganhos de eficiência,” disse o Diretor de Tesouraria Banking do Itaú Unibanco, Ricardo Nuno. O banco destacou ainda que, ao negociar um contrato por meio do Blockchain, se elimina a troca de e-mails, evitando dificuldades de controle de versões, e permite que os participantes se certifiquem de que as condições precedentes sejam cumpridas em tempo real.

“A plataforma Blockchain tem o potencial de conferir significativos ganhos operacionais, financeiros e tecnológicos para todos os envolvidos. O teste da plataforma comprovou seu potencial de redução de custos e ganhos de eficiência no processo de negociação do contrato e nas demais fases das transações tradicionalmente envolvidas em um Club Loan,” disse a Head de Instituições Financeiras para a América Latina do Standard Chartered, Germana Cruz.


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