CVM aceita proposta de acordo da Empiricus e encerra processos

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceitou proposta no valor de R$ 4,25 milhões da Empiricus Research para encerrar dois processos contra a empresa investigada por distribuir irregularmente relatórios de análise de investimento sem autorização e veicular publicidade enganosa de retornos de investimento, através de vídeo com a funcionária Bettina, que viralizou na internet.

A Empiricus se apresentava ao mercado como uma publicadora de conteúdo e não como uma empresa de análise. A Empiricus pagará R$ 3 milhões em 4 prestações mensais. Haverá ainda um desembolso de R$ 500 mil em nome da Inversa (empresa que compartilha sócios com a Empiricus) e de R$ 50 mil em nome de cada um dos 15 analistas listados no termo.

A empresa e seus analistas também aceitaram ser credenciados pela Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) e atender às regras da CVM. O credenciamento deverá ser feito em até 60 dias.

O termo prevê o fim do litígio judicial entre Empiricus e CVM, com a renúncia pela empresa de uma ação que discutia se negócios da área editorial deveriam estar sujeitos à regulação da autarquia.

Banco Votorantim investe em fintech de crédito

O Banco Votorantim, por meio da sua unidade de inovação, BVx, lidera nova rodada de investimento de R$ 80 milhões na WEEL, fintech de crédito que utiliza inteligência artificial para otimizar o fluxo de caixa de pequenas e médias empresas no Brasil.  Além do aporte, o banco ampliará a disponibilidade de funding para a fintech em até R$ 800 milhões.

"O sofisticado modelo de análise e inteligência de dados da WEEL aliado à estrutura de capital do banco BV, aumentará a oferta de serviços complementares de recebíveis no país”, afirma Guilherme Horn, diretor de Estratégia e Inovação do banco BV.

Criada em 2015, a WEEL é uma fintech que antecipa recebíveis de maneira mais fácil a pequenas e médias empresas brasileiras. A empresa foi fundada em Tel Aviv pelos brasileiros Simcha Neumark e Shmuel Kalmus, e pelo norte-americano Russell Weiss.

O Brasil foi a primeira economia mundial em que a totalidade das notas fiscais passou a ser emitida de forma digital e seguindo um único padrão. "Esse ecossistema digital nos ofereceu um campo fértil para introduzir a inteligência artificial num nicho em que os processos manuais de análise de risco e de negociação ainda estão fossilizados em várias partes do mundo", diz Neumark.

Patrimônio dos fundos exclusivos cresce 15% em 2019 e soma R$ 705,6 bilhões

O patrimônio dos fundos exclusivos em dezembro de 2019 alcançou R$ 705,6 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 15% na comparação com os R$ 613,1 bilhões no ano anterior, segundo dados da Economatica. 

Do total de recursos nos fundos exclusivos, cerca de 59,1% são geridos por bancos de varejo. Ainda assim, aos poucos as gestoras independentes vêem ganhando espaço – o crescimento dos fundos exclusivos nessas casas de janeiro de 2018 a dezembro de 2019 foi de 38,3%, para R$ 288,7 bilhões, enquanto entre os bancos de varejo o aumento foi em menor intensidade, de 22,8%, para R$ 416,8 bilhões.

Excluindo os bancos de varejo, em janeiro de 2020 a Bw Gestão de Investimentos, com 16 fundos exclusivos que concentram R$ 32,2 bilhões, era a maior gestora de fundos exclusivos, seguida pelo Morgan Stanley, com R$ 19,6 bilhões.

Na distribuição dos fundos exclusivos por classe de ativo, os dados compilados pela Economatica mostram que o percentual de alocação em títulos públicos vem caindo desde fevereiro de 2019, quando estava em 34%, fechando dezembro em 32,9%. Em janeiro de 2018, os títulos públicos eram 38,6% do patrimônio total desses fundos.

Já o percentual alocado de forma direta pelos fundos exclusivos em renda variável teve seu melhor momento em dezembro de 2019, com 16,7% do patrimônio, ultrapassando o anterior pico de fevereiro de 2018, quando atingiu 15%.

A alocação em fundos também registrou um crescimento significativo, passando a ser o principal instrumento de alocação dos fundos exclusivos. Em dezembro de 2019, 35% do patrimônio dos fundos exclusivos estava alocado em outros fundos, o maior valor histórico dentro da amostra. A participação dos investimentos no exterior se mantém relativamente constante entre 4,5% e 5,5% do patrimônio.

Itaú BBA mantém liderança no ranking de originação e distribuição em 2019

O Itaú BBA manteve a liderança em 2019 do ranking de originação e distribuição de ofertas de renda fixa elaborado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O banco está na primeira posição desde 2017. O volume de originação e de distribuição realizado pelo Itaú BBA no ano passado em operações de renda fixa foi de R$ 70 bilhões e R$ 39 bilhões, respectivamente, com crescimento de 51% e 35%.

Em segundo lugar permanece o Bradesco BBI, com o volume de originação de R$ 44,3 bilhões (queda de 4%) e de distribuição de R$ 20,7 bilhões (alta de 46%). A terceira posição passou a ser do Santander, que antes ocupava o quarto lugar, com volumes de R$ 33,2 bilhões na originação (crescimento de 78%) e de R$ 20,3 bilhões na distribuição (crescimento de 75%). Entre os dez maiores coordenadores de renda fixa, o BTG Pactual foi o que mais cresceu na comparação com 2018: passou de R$ 8,4 bilhões para R$ 18,5 bilhões, um aumento de 120%.

Renda variável – O Itaú BBA também ficou com o primeiro lugar no ranking de renda variável, com um volume de R$ 12,8 bilhões, mantendo a liderança dos últimos cinco anos e crescimento de 760% em relação a 2018. No segundo lugar aparece Bofa Merrill Lynch, com R$ 9,3 bilhões e alta de 575%. O BTG Pactual ocupa terceira posição com volume de R$ 8,4 bilhões e evolução de 721%.

Já nas ofertas de varejo, a XP Investimentos manteve a liderança alcançada em 2015, com volume de R$ 3,4 bilhões e alta de 705%. O BB saiu do décimo lugar, em 2018, para o segundo, em 2019, com volume de R$ 1,3 bilhão. A Caixa Econômica Federal ocupa a terceira posição, com 63,2% de crescimento e R$ 363 milhões em ofertas.

Mercado externo – No ranking de mercado externo, o Bradesco BBI manteve a liderança, com volume de US$ 16,7 milhões, montante 91% superior em relação a 2018. O Santander ficou em segundo com US$ 12 milhões, saindo da nona colocação ocupada em 2018. A empresa é seguida pelo Itaú BBA, com US$ 10,4 milhões. Entre os dez maiores coordenadores, merecem destaque JP Morgan (US$ 6,3 milhões) e Goldman Sachs (US$ 5,8 milhões), que subiram de 11º e 20º para nono e décimo lugar, respectivamente.

Emissões caem 19,1% e somam R$ 14,8 bilhões em janeiro

As emissões de companhias brasileiras no mercado de capitais somaram R$ 14,8 bilhões em janeiro de 2020, uma redução de 19,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o montante captado havia sido de R$ 18,3 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

As debêntures representaram 43,2% do total, seguidas dos fundos de investimentos imobiliários e dos CRIs com 13,4% e 12,9%, respectivamente. “Vale atentar que existe a perspectiva de mais R$ 15,8 bilhões que podem ser captados nas próximas semanas por meio da Instrução 400, decorrente das ofertas em andamento (R$ 9 bilhões) e em análise (R$ 6,7 bilhões); R$ 8,4 bilhões são referentes somente às emissões de fundos de investimentos imobiliários”, destaca a associação, em nota.

As operações de renda variável no período representaram 8,4% do total, todas por meio de ofertas subsequentes de ações (follow-ons), que corresponderam a um volume de R$ 1,2 bilhão.

Já as captações externas totalizaram US$ 5,7 bilhões, contra US$ 750 milhões em janeiro do ano passado, todas por meio de operações de dívida.

 

Com Selic na mínima histórica, renda fixa perde R$ 19,4 bilhões em janeiro

Com a Selic na mínima histórica de 4,25% após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) ter promovido no dia 5 de fevereiro o último corte, de 0,25 ponto percentual, do atual ciclo de afouxamento monetário, a classe de renda fixa está cada vez mais em desprestigio junto aos investidores. Apenas em janeiro os fundos que investem em títulos públicos e privados perderam R$ 19,4 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

“Já estamos no quarto mês consecutivo em que os investidores resgatam mais do que aportam nos fundos de renda fixa. Esse comportamento reafirma a busca por alocações menos conservadoras no cenário de juros baixos. Com a nova queda da Selic esta semana, a tendência é que o cenário se mantenha”, afirma Carlos André, vice-presidente da associação, em nota. No acumulado dos últimos doze meses, a classe registra saídas da ordem de R$ 91,4 bilhões.

A indústria de fundos teve no primeiro mês do ano uma captação líquida de R$ 6,1 bilhões, bem abaixo dos 22,3 bilhões em igual período do ano passado. Com a entrada massiva de investidores na bolsa de valores, a classe de renda variável foi o destaque positivo de janeiro, com captação líquida de R$ 21,3 bilhões, o maior valor já registrado para o período. Também tiveram captação relevante os multimercados (R$ 8,7 bilhões) e em menor intensidade os fundos de previdência (R$ 1,3 bilhão).

Classe Anbima Janeiro 2020
Renda Fixa                                                   -19.408,0
Ações                                                        21.281,4
Multimercados                                                8.674,2
Cambial                                                      75,9
Previdência                                                  1.336,7
ETF                                                          2.752,3
FIDC                                                         -8.452,9
FIP                                                          -91,3
Total Doméstico 6.168,4

 

Patrimônio dos segmentos de varejo e private soma R$ 3,3 trilhões em 2019

Os investimentos dos clientes dos segmentos de varejo e do private das instituições financeiras somaram R$ 3,3 trilhões em 2019, um crescimento de 12% na comparação com o ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O varejo – segmento dividido entre tradicional e alta renda – acumula R$ 1,9 trilhão, com crescimento de 6,8%, enquanto o private totaliza R$ 1,3 trilhão, evolução de 20,9%.

“Com o cenário macroeconômico estável, a retomada da atividade e as consecutivas quedas da taxa de juros, os ativos de renda variável tiveram ótimo desempenho. Eles impulsionaram os resultados da indústria de investimentos, principalmente no private”, afirma José Ramos Rocha Neto, presidente do fórum de distribuição da Anbima, em nota.

Com um crescimento de 22,8%, para R$ 415 bilhões, os multimercados aparecem como o produto preferido dos investidores do private, que engloba clientes com no mínimo R$ 3 milhões em ativos financeiros. Em seguida aparece a aplicação direta em ações, com R$ 224 bilhões (alta de 52,1%) e nos fundos de ações, com R$ 104 bilhões (alta de 58,1%).

Já os clientes de varejo mantiveram a preferência pela caderneta de poupança (R$ 783,2 bilhões). O crescimento de 7,2% do produto foi impulsionado pelos saques do FGTS (Fundos de Garantia do Tempo de Serviço) em 2019 que caíram automaticamente na conta poupança dos clientes, com impacto para o varejo tradicional. Na sequência aparecem os fundos de investimento com crescimento de 10%, para R$ 655,3 bilhões. “O investidor conservador começa pela poupança, pula para o CDB e o passo seguinte é o fundo de investimento, que conta com um gestor treinado para escolher os melhores papéis. É um movimento natural quando o cliente é bem assessorado”, diz Rocha.

Investimento global em venture capital cresceu 13,2% no 4º trimestre de 2019

O investimento global em venture capital somou US$ 63,1 bilhões no quarto trimestre de 2019, uma alta de 13,2% em relação aos US$ 55,7 bilhões registrados no terceiro trimestre. Os dados são do estudo da KPMG “Venture Pulse”, relatório trimestral que analisa as tendências mundiais desse mercado.

Embora os investimentos em venture capital tenham registrado alta no quarto trimestre, no acumulado de 2019 eles caíram em relação a 2018. No acumulado de 12 meses do ano passado os investimentos somaram US$ 257 bilhões, contra mais de US$ 300 bilhões registrados em 2018, ano de investimento recorde do setor.

Mais da metade dos investimentos realizadas pelo mercado de venture capital no quarto trimestre de 2019 ocorreram nos Estados Unidos, somando US$ 34,2 bilhões distribuídos por 2.215 negócios. Quando segmentados regionalmente, os investimentos em venture capital no quarto trimestre somaram US$ 36,2 bilhões nas Américas, distribuídos em 2.400 negócios, seguidos pela Ásia com US$ 18,7 bilhões, em 1.021 transações, e pela Europa com US$ 9 bilhões, em 804 negócios.

Entre as áreas das Américas, a América do Sul se destacou. No Brasil, os investimentos em venture capital chegaram a US$ 526,2 milhões no quarto trimestre de 2019. As negociações foram lideradas pelas fintechs, startups do setor financeiro, com grandes negócios fechados por empresas como EBANX, VTEX (US$ 140 milhões) e Neon (US$ 94 milhões).

Na Argentina, a fintech Ualá arrecadou US$ 150 milhões em um acordo com as empresas Tencent e Softbank, com sede na Ásia. O Brasil também aumentou sua importância na região das Américas com um nascimento recorde de unicórnios em 2019.

Para o sócio-líder de Private Equity da KPMG na América do Sul, Ricardo Anhesini, apesar das incertezas políticas e econômicas globais, o resultado foi positivo. "Embora na comparação anual o resultado tenha sido de queda em relação ao recorde conquistado em 2018, os investimentos continuaram altos no último ano, mostrando a consistência e a relevância do mercado de venture capital em todo mundo", afirma, salientando: “A expectativa é de que o ritmo continue acelerado em 2020, com grandes investimentos para o segmento e um número ainda maior de negócios concretizados".

Mercado de capitais tem alta de 62% na captação

As captações no mercado de capitais totalizaram R$ 450,7 bilhões em 2019, o que corresponde a um crescimento de 62% na comparação com o ano anterior. Os dados constam do primeiro boletim de mercado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), divulgado nesta quinta-feira (30).

Dentre os principais destaques, a autarquia aponta o mercado de dívida, que respondeu por aproximadamente 63% do total de captações no ano passado, com R$ 286,6 bilhões – debêntures (R$ 185,8 bilhões) e FIDCs (R$ 36,3 bilhões) foram as duas categorias no nicho que mais despertaram o interesse dos investidores no período. As emissões de ações também tiveram um ano positivo, após uma queda em 2018, com R$ 90,1 bilhões captados em 2019.

O estoque total de valores mobiliários sob a regulação da CVM encerrou o ano passado em cerca de R$ 35 trilhões, um crescimento de 85% em relação ao final do ano anterior. Ainda de acordo com o documento, o número de participantes regulados atingiu a marca de 54,4 mil, representando alta de 6,8% ante 2018.

“O maior colaborador para o crescimento do número de regulados foi o registro de novos agentes autônomos de investimento, totalizando 10,7 mil agentes registrados, aumento de 38,8% em relação ao final de 2018”, diz Bruno Luna, chefe da assessoria de análise econômica e de gestão de riscos da CVM, em comunicado.

 

Positivo Tecnologia anuncia emissão de ações ordinárias

A Positivo Tecnologia anunciou, por meio de fato relevante divulgado no dia 20, a realização de uma oferta pública de distribuição primária, no Brasil e no exterior, de 40 milhões até 54 milhões de novas ações ordinárias. Tomando por base a cotação dos papéis da empresa (POSI3) na B3 na última segunda-feira, a operação – que terá BTG Pactual,  Bradesco BBI e XP Investimentos como coordenadores – movimentaria entre R$ 386 milhões e R$ 521,1 milhões. O preço dos papéis, no entanto, só será definido após a coleta de intenções de compra, com encerramento previsto para 30 de janeiro. 

Em setembro do último ano, a Positivo Tecnologia avaliou a hipótese de realizar uma oferta de ações. A intenção acabou sendo postergada em novembro e retomada oficialmente agora.