MetLife questiona fiscalização nos EUA

Edição 267

A seguradora MetLife protocolou uma ação em um tribunal federal dos Estados Unidos com o objetivo de derrubar uma designação que lhe foi atribuída pelo Conselho de Supervisão da Estabilidade Financeira (Financial Stability Oversight Council’s, FSOC), de que a seguradora é uma instituição financeira não bancária sistematicamente importante. No último dia 18 de dezembro, os membros do órgão governamental americano, em votação, decidiram designar a MetLife como uma instituição financeira não bancária sistematicamente importante, o que significa que se trata de uma companhia com potencial para ameaçar a estabilidade financeira dos Estados Unidos. Foram nove votos à favor e um contra.

“A MetLife sempre apoiou uma regulação robusta da indústria de seguros, e tem operado sob ela por décadas. Entretanto, a inclusão de uma nova avaliação apenas para as maiores seguradoras, mantendo padrões diferentes para o restante, vai aumentar os custos aos consumidores sem fazer o sistema mais seguro”, falou Steven Kandarian, CEO da MetLife, em comunicado. “O governo deve preservar a igualdade de condições na indústria de seguro. Se uma regulação adicional é necessária, o governo tem ferramentas mais adequadas à sua disposição, como uma abordagem que se concentre em atividades que possam levar a potenciais riscos sistêmicos, independentemente do tamanho da empresa. O FSOC já adotou essa abordagem na indústria de gestão de ativos. O tamanho da empresa não é o suficiente para designá-la como sistematicamente importante”. Além da MetLife, outra gigante do setor de seguros, a American International Group (AIG), também foi considerada pelo conselho como instituição financeira não bancária sistematicamente importante. A AIG, ao menos até o momento, não busca a revisão judicial da designação.

BB DTVM entra no mercado de ETFs

Edição 266

A BB DTVM lançou no início de dezembro o BB ETF S&P Dividendos Brasil Fundo de Índice, que será negociado sob o código BBSD11 na BM&F Bovespa. O fundo terá como referência o S&P Dividendos Brasil, que busca medir o desempenho dos 30 maiores ativos pagadores de dividendos no mercado brasileiro ao longo do tempo. O referencial foi desenvolvido pela S&P Dow Jones Índices LLC. A taxa de administração será de 0,50% ao ano, e o Credit Suisse irá atuar como formador de mercado do fundo.
A asset do Banco do Brasil vinha se preparando para entrar no mercado de ETFs, que até o momento é disputado entre poucos gestores, com destaque para a BlackRock e Itaú. A Caixa também estreou neste mercado no final de 2012.

Itajubá e Partners Group fecham parceria

Edição 266

A empresa de private equity Partners Group e a Itajubá Investimentos fecharam uma parceria para divulgar produtos de private equity. A Itajubá vai atuar como distribuidora de um feeder que a Partner Group lançará voltado para fundos de pensão brasileiros. Carlos Garcia, sócio-diretor da Itajubá, ressalta que a oportunidade desse investimento para os fundos de pensão é a diversificação geográfica, por ser um fundo global, e oportunidades de atuar em diferentes setores. “Ainda estamos em conversas iniciais com as fundações. Queremos mostrar que faz sentido esse investimento”, explica Garcia.

Valia começa a investir no exterior em 2015

Edição 266

As fundações que ainda não fizeram seus primeiros investimentos no exterior se preparam para iniciar as aplicações fora do país em 2015, e entre elas estão entidades de grande porte, como a Valia. “Já fechamos o processo de seleção dos gestores, e devemos começar a investir em breve”, diz Maurício Wanderley, diretor de investimentos do fundo de pensão da Vale. A entidade selecionou quatro gestores, sendo que, entre eles, estão alguns dos que tem os fundos em parceria com a BB DTVM, mas os nomes ainda não podem ser divulgados. Na política de investimentos da Valia o limite para aportes internacionais é de 5%, “que não deve ser usado no curto prazo”, até por corresponderem a cerca de R$ 800 milhões. “O orçamento total nesse primeiro momento não é muito, de R$ 50 milhões”. Algumas questões operacionais e de regulamento devem ser resolvidas logo para que a fundação possa iniciar nesse segmento.