Previ e gestores são as principais compradoras das ações da BR Distribuidora

Com a venda de 30% das ações da BR Distribuidora, na data de 23/7, a Petrobras reduz para 41,25% sua participação na distribuidora de combustíveis e essa, na prática, passa a ser uma empresa privada. Está previsto a venda de um novo lote de ações da distribuidora pela Petrobras, que reduziria sua participação ainda mais, para 37,5% do capital.

Na venda do lote de 30% ocorrido no início desta semana os principais compradores foram investidores institucionais, incluindo fundos de pensão e gestores. Segundo especulações do mercado, o principal comprador teria sido a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que já detinha cerca de 2% do capital da distribuidora e comprou mais 2% na oferta do dia 23/7, aumentando sua participação para cerca de 4% do capital da distribuidora. Outros compradores expressivos teriam sido os gestores do Opportunity, a SPX e a Atmos.

Embora tenha perdido a condição de controlador absoluto, a Petrobras ainda é vista como um acionista capaz de ditar os rumos da distribuidora, uma vez que sua participação dificilmente poderá ser igualada ou superada por um bloco de minoritários. Analistas argumentam que a “privatização” da companhia não proporcionou a esperada pulverização do seu capital.

Mas do ponto da rentabilidade da empresa, eles esperam que sem as restrições regulatórias impostas às empresas estatais, a BR conseguirá aproximar sua lucratividade daquela exibida pelas concorrentes Shell e Ipiranga.


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