Planos da Indusprevi fecharam abaixo da meta em 2019

Os planos da Indusprevi, fundo de pensão da Fiergs, Ciergs e Sesi/Senai gaúchos, além de outros, fecharam abaixo de suas metas e índices de referência em 2019. No caso dos Planos BDs (de Benefício Definido) da Prevind Senai/RS e Prevind Sesi/RS, as rentabilidades alcançadas em 2019 foram de 9,69% e 9,66%, respectivamente, para uma meta atuarial de 10,49% (INPC + 5,75 ao ano).

Também os quatro Planos CDs (de Contribuição Definida) da fundação encerraram 2019 abaixo de seus índice de referência. Os planos da PreviCiergs e FiergsPrevi alcançaram rentabilidades de 7,89% e 7,90% em 2019, enquanto os planos da PaquetáPrev e SimecsPrevi renderam 7,87% e 7,83% no ano, respectivamente. O índice de referência desses quatro CDs foi de 9,71% (INPC + 5% ao ano).

Valia reduz meta atuarial e aumenta exposição a ativos de maior risco

Diante dos juros nas mínimas históricas de 4,25%, a Valia, fundo de pensão dos funcionários da Vale, tem se preparado para enfrentar o novo e desafiador cenário para as entidades fechadas de previdência complementar. Para isso, ela tomou medidas tanto do lado do passivo como do ativo – a meta atuarial dos planos Vale Mais e Valiaprev foi reduzida de maneira significativa para 2020, de 5,5% para 4,75%. E a alocação em ativos de maior risco também tem sido majorada de forma expressiva; no ano passado, a EFPC iniciou os investimentos na estratégia de multimercados macro, com a aplicação em seis gestores dessa classe de ativos. O retorno em seu primeiro ano foi de 158% do CDI.

No segmento de renda fixa, a fundação aumentou a exposição a ativos de crédito bancário, buscando rentabilizar melhor a parcela pós-fixada da carteira. Além disso, na parcela de títulos atrelados a índices de preços dos perfis de investimento, uma gestão ativa da carteira foi realizada, com operações táticas visando agregar valor com os movimentos do mercado.

Já na renda variável, a Valia elevou a alocação consolidada de R$ 784 milhões em 2015 para R$ 2,38 bilhões no final de 2019. Outra opção de diversificação são os investimentos no exterior. A alocação global da EFPC teve início em 2015, no subplano Vale Mais Benefício Proporcional. Em 2020 ela foi incluída nos Ciclos de Vida, ficando disponível para os atuais participantes ativos. “Vale ressaltar que estes investimentos que buscam retornos maiores possuem também um nível de risco maior. Ou seja, para buscar aumentar a rentabilidade é preciso conviver com maior volatilidade, incluindo a possibilidade de retornos negativos em algumas carteiras”, informa a entidade, em comunicado.

Funcesp firma parceria com Hospital Albert Einstein para beneficiários com suspeita de coronavírus

Em função do aumento de casos de coronavírus no país, a Funcesp desenvolveu, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, um plano emergencial de atendimento com foco na prevenção e identificação da doença. Tal atendimento será disponibilizado 24 horas, todos os dias, pelo telefone especial (11) 2151-2762, aos beneficiários que tiverem contato direto com um caso confirmado; retornaram de viagem internacional de países com casos confirmados; ou apresentam algum dos sintomas da doença, entre eles: febre, cansaço, tosse seca, congestão nasal, dor de garganta ou diarreia. Caso se enquadre em alguma dessas situações, o participante deve entrar em contato pelo telefone informado, para realização de consulta médica. Se não se enquadrar nesses critérios e, ainda assim, tiver dúvidas sobre o vírus, sintomas e orientações de prevenção, consulte o blog Vida Saudável do Einstein: vidasaudavel.einstein.br/covid-19-faq.

 

Previ supera metas atuariais em 2019

A Previ, maior EFPC do país com ativos da ordem de R$ 216 bilhões, alcançou uma rentabilidade de 10,55% em seu Plano 1, de Benefício Definido (BD), superando a meta atuarial de 9,71%. Já o Previ Futuro, de Contribuição Variável (CV), conseguiu um retorno bastante superior, de 20,12%.

O resultao do Plano 1 em 2019 foi positivo em R$ 968,32 milhões, mas após o impacto de R$ 5,11 bilhões da revisão das premissas atuariais, houve um déficit de R$ 4,15 bilhões. Ainda assim, o resultado acumulado continua positivo em R$ 2,38 bilhões, com a utilização de parte do resultado superavitário de 2018, de R$ 6,52 bilhões.

Uma das premissas atuarias revisadas é a meta atuarial. A partir de 2020 a meta do plano passou de 5% + INPC para 4,75% + INPC. Com o cenário econômico de taxa de juro baixa e redução da rentabilidade de investimentos em renda fixa – especialmente títulos públicos – a mudança trouxe mais segurança para o Plano 1, informa a Previ, em comunicado. O Plano 1 tem R$ 191,26 bilhões em ativos totais e 112.190 associados – desses, 92,9% já estão em fase de recebimento de benefício. Em 2019, foram pagos R$ 12,6 bilhões em benefícios.

Ainda de acordo com a EFPC, o cenário econômico também levou à diminuição da velocidade de desfazimento dos investimentos em renda variável no plano e aumento da diversificação da carteira, com a participação em ofertas públicas de ações (IPOs) como BR Distribuidora, Hapvida e Magazine Luiza. Outra ação foi a seleção de gestores para investimentos em fundos imobiliários e multimercado. Além disso, a política de investimentos já tinha aumentado a alocação permitida para investimentos no exterior, que passou de 0,1% para até 1,5% do total do portfólio.

No caso do Previ Futuro, em dezembro o patrimônio era de R$ 19,41 bilhões, com 85.171 associados – desses, 97,4% estão na ativa. Um dos segmentos com melhor desempenho foi o de renda variável, com uma rentabilidade acumulada de 34,68% no ano. A carteira atingiu um valor estimado de R$ 5 bilhões.

Previ Família – No comunicado, a fundação informa também que no ano passado esteve envolvida no processo de formatação e no lançamento do Previ Família, um plano de previdência complementar que poderá ser contratado pelos associados da entidade e seus parentes até o 3º
grau (se consanguíneos) ou até o 2º grau (por afinidade). Segundo a EFPC, o Previ Família será lançado em breve, e terá características específicas, com
investimentos separados dos outros planos da Previ — como já acontece com o Plano 1 e o Previ Futuro – e um regulamento próprio.

Por se tratar de um plano de contribuição definida, sem contrapartida de patrocinador, caberá ao associado definir o valor de seu aporte mensal e seu benefício será determinado pelo saldo poupado e pela rentabilidade dos investimentos. Além disso, contará também com a flexibilidade de resgates parciais e recebimento de benefícios por prazo determinado.

 

 

Petros colhe maior retorno dos últimos 12 anos em 2019

A Petros, fundo de pensão dos funcionários do grupo Petrobras, encerrou 2019 com a maior rentabilidade dos últimos 12 anos. Considerando o resultado consolidado dos investimentos de todos os planos administrados pela Fundação, o rendimento alcançou dois dígitos, atingindo quase 20%. O desempenho da Petros em 2019 é um dos melhores do Brasil – tanto entre os investimentos previdenciários de entidades abertas e fechadas, quanto se estendermos a análise para bancos e gestoras independentes.

 

“A rentabilidade reflete a maturação dos ajustes feitos na área de Investimentos da Petros e comprova a qualidade do trabalho que vem sendo conduzido pelos times. Vamos fortalecer ainda mais a gestão ativa dos investimentos, com foco em resultados e pautada nas melhores práticas de governança, consolidando um novo momento da história da Petros”, destaca o diretor de Investimentos da Fundação, Alexandre Mathias.

 

Todos os planos bateram a meta, com destaque para os três maiores. Os planos Petros do Sistema Petrobras-Repactuados e Não Repactuados (PPSP-R e PPSP-NR), de benefício definido (BD), avançaram 23,06% e 22,32%, respectivamente, mais que duas vezes a meta (9,80%). Já o Plano Petros-2 (PP-2), de contribuição variável (CV), rendeu 14,63%, superando a meta atuarial em 4,74 pontos percentuais.

 

Nos planos BDs, o destaque do ano foi a renda fixa, que avançou 24,44% no PPSP-R e 23,94% no PPSP-NR, quatro vezes mais que o CDI (5,96%), referência para o segmento. O desempenho se deveu à gestão ativa desta classe de ativos, que tem grande representatividade nas carteiras, especialmente os títulos atrelados à inflação. A partir de um trabalho de alongamento dos prazos das Notas do Tesouro Nacional da série B (NTNs-B), houve uma valorização desses papéis, que se beneficiaram com a melhora da economia. A avaliação ao longo de 2019 foi que o cenário de inflação benigna e de recuperação gradual da economia – juntamente com a implementação da agenda de reformas, em especial da previdência – permitiria um movimento de redução das taxas de juros. Com esta perspectiva, a estratégia principal foi manter elevada a exposição a papéis de prazo mais longo indexados à inflação, decisão que se mostrou acertada.

 

No caso do PP-2, o principal destaque foi a renda variável, que subiu 34,81%, acima dos 31,58% do Ibovespa. O resultado foi impulsionado pelos fundos de ações de gestão interna e terceirizada, que respondem pela maior parte dos recursos e renderam 36,27%. O desempenho foi expressivo também na carteira de ações de giro, com alta de 40,63% no ano. Na renda fixa, o rendimento acumulado em 2019 foi de 10,82%, quase o dobro da variação de 5,96% do CDI (grande parte da renda fixa do PP-2 está marcada na curva). O investimento estruturado encerrou com alta de 23,52% e, também, impactou positivamente o plano. As operações com participantes avançaram 10,44% e o investimento imobiliário rendeu 0,73%.

Prevhab também quer ter plano família

A Prevhab, fundo de pensão dos ex-funcionários do Banco Nacional da Habitação (BNH), está estudando a criação de um plano família, a exemplo de várias outras fundações que tem apostado nessa modalidade de plano nos últimos tempos. A fundação está fazendo uma pesquisa entre seus participantes para conhecer o universo de potenciais interessados nesse plano. Segundo o site da Previab, a idéia é criar um fundo de previdência “sob a forma de Contribuição Definida - CD, que possa abrigar familiares dos participantes do Plano Plenus, em condições mais vantajosas que as do mercado”.

Resultados da Funcef superaram a meta em 2019

A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, obteve rentabilidade consolidada de 14,47% em 2019, superando o objetivo estabelecido em sua Política de Investimentos, que era de 10,18% (um ponto percentual acima da meta atuarial). A entidade terminou o ano passado com R$ 51,35 bilhões sob gestão.

A rentabilidade da fundação na renda variável foi de 35,81%, superando em 2,42 pontos percentuais o índice de referência do segmento, o IBrX-100 (33,39%). Cerca de 70% dos recursos alocados em renda variável tem gestão própria, através de um fundo que replica o IBrX-100, e apenas 30% tem gestão terceirizada, com os quais a entidade busca trazer ganhos adicionais ao portfólio.

“Gerar este retorno excedente acima do IBrX não é uma tarefa fácil, você tem de tentar achar o melhor momento de vender e comprar uma empresa, avaliar o tamanho que este papel terá no seu portfólio observando todos os parâmetros de risco e mandatos gerenciais. Essa estratégia conseguiu gerar em média, de sete a oito pontos percentuais acima do IBrX-100”, afirma o diretor de investimentos da Funcef, Paulo Werneck.

Já na renda fixa a rentabilidade foi de 10,34%, o que equivale a 173% do CDI, seu índice de referência. O resultado se explica pelo retorno médio alto dos títulos públicos marcados na curva, ou seja, que serão levados até a data de vencimento. À medida que eles forem vencendo, entretanto, surge o desafio do reinvestimento uma vez que as taxas atuais dos títulos estão abaixo da meta atuarial.

Por entender que o atual cenário de juros representa uma nova realidade estrutural, com queda da Selic a níveis mínimos históricos em 2019, a fundação tem buscado mitigado o risco de reinvestimento da renda fixa aplicando em fundos exclusivos, que buscam retornos adicionais utilizando diversos instrumentos financeiros, e em títulos privados. Instrumentos como letras financeiras (LFs), debêntures, fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDCs) e certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) deverão ganhar mais espaço na alocação.

Planos - Em relação aos planos de contribuição variável, o Novo Plano apresentou retorno acumulado de 17,41% e o REB de 17,96%, o que representou 292% e 301% do CDI, respectivamente. Segundo o presidente da Funcef, Renato Villela, “o resultado em 2019 é fruto da junção de melhores práticas de mercado com a qualificação técnica da nossa equipe”.

Viva Previdência muda nome e modalidade do plano de benefícios

O plano patrocinado da Viva Previdência, Geaprev, ganhou um novo nome, que passa a se chamar Viva Empresarial. Segundo a EFPC, o regulamento do plano passou por alterações, aprovadas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), com vistas ao seu crescimento, criando oportunidades de ingresso de novos patrocinadores e participantes. O plano patrocinado da fundação está em operação desde 2005 e conta com aproximadamente mil participantes ativos.

Além da mudança do nome, um dos principais pontos alterados no regulamento é a alteração da modalidade do plano, que antes era de Contribuição Variável (CV) e passa a ser de Contribuição Definida (CD), extinguindo o componente de risco atuarial do plano, de forma a eliminar o risco para participantes e patrocinadores.

“O Viva Empresarial foi pensado justamente como benefício em prol das duas partes - participante e patrocinador. Essas mudanças são muito positivas para ambos, pois o plano se torna mais flexível e extingue o risco da empresa de arcar com possíveis déficits. É uma ótima oportunidade para o crescimento do plano”, diz o diretor-presidente da Viva, Silas Devai Junior, em comunicado.

As alterações preveem ainda melhoria das condições de resgate para o participante e a criação do Fundo Previdencial, específico por patrocinador, para destinar a parcela patronal não resgatada. O plano contará ainda com perfil de investimento, para futura implantação, como opção facultativa para o participante. Será incluso também o dispositivo para contratação de cobertura adicional para benefícios de risco, junto à seguradora, para os eventos de morte e invalidez.

Corecon-DF lança plano de benefícios junto ao Sebrae Previdência

O Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF) lançou seu plano de previdência privada no último dia 20, em parceria com o Sebrae Previdência. O plano CoreconPrev-DF faz parte do Valor Previdência, um plano administrado pelo Sebrae Previdência com cerca de 1,5 mil adesões e um patrimônio de aproximadamente R$ 16,5 milhões. O novo plano, destinado aos economistas do Distrito Federal e seus familiares, não tem taxa de carregamento e nem de performance. A taxa de administração é de 0,9% ao ano, mas a partir de abril será de 0,85%.

 

 

Conselho deliberativo da Funcesp aprova mudança do indexador de dois planos

O conselho deliberativo (CD) da Funcesp aprovou no ultimo dia 20 de fevereiro a mudança de indexador de IGP-DI para IPCA de dois planos - o da Emae e o dos empregados do quadro próprio da Funcesp. A decisão do CD ratificou o que já havia sido decidido por unanimidade pelos comitês gestores dos dois planos. A decisão agora seguirá para avaliação da Previc, órgão fiscalizador das entidades de previdência privada. As discussões sobre a mudança do inexador já vinham ocorrendo desde o fim de 2019.

A Funcesp informa ainda que não existe cronograma pré-estabelecido para aprovação de mudança do indexador de todos os planos. Contudo, a recomendação da diretoria executiva é que todo o processo seja finalizado em 2020, considerando que em abril de 2021 vencerá cerca de metade dos títulos federais indexados ao IGPM (que tem a mesma composição do IGP-DI, porém, com período de coleta dos dados um pouco diferente) investidos pelos planos previdenciários. Esses títulos indexados ao IGPM foram adquiridos há muitos anos pela Funcesp e não são mais emitidos pelo governo federal desde 2008. Com esses vencimentos em abril de 2021, o descasamento de indexadores entre os ativos (investimentos) e passivos (obrigações) dos planos ficará muito grande, motivo pelo qual há preocupação da diretoria da EFPC de que essa alteração seja feita o mais brevemente possível. “A diretoria executiva sempre considerou que pode não ser possível a mudança do indexador de todos os planos ainda em 2020, por razões específicas de cada plano, e está tecnicamente preparada para conviver com essa realidade”, informa a entidade, em comunicado.