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Planejando o asset allocation de 2022 Fernando Lovisotto

Fernando Lovisotto
Fernando Lovisotto

Edição 339

Mais uma vez nos aproximamos do fim do ano, dessa vez vivendo o processo de normalização das taxas de juros que trouxe a taxa Selic de 2% para 8,5% (projeção do Focus) e, diante disso, temos a seguinte pergunta para responder: qual deveria ser o asset allocation para o ano de 2022?
Esta pergunta nunca é fácil e para respondê-la sempre partimos da premissa de que os investidores institucionais são investidores de longo prazo, ou seja, têm por objetivo gerar retornos reais, superiores às suas metas, num

Mudança dos ventos internacionais Tatiana Pinheiro

Tatiana Pinheiro
Tatiana Pinheiro

Edição 339

Condições extraordinárias de liquidez regeram este ano. Os estímulos monetários e fiscais em resposta à pandemia nas economias avançadas e emergentes resultaram em recuperação rápida da mais profunda recessão dos últimos 40 anos. É esperado crescimento mundial em 6,0% em 2021, após contração de 3,2% em 2020.
A economia mundial está em expansão, estágio do ciclo econômico em que o crescimento é relativamente rápido, as taxas de juros tendem a ser baixas, a produção e as pressões inflacionárias aumenta

Gestão baseada em multifatores Paula Salamonde

Paula Salamonde
Paula Salamonde

Edição 338

Sabemos que o principal objetivo do regime de previdência complementar é prover rendimentos adequados para a aposentadoria de cada participante. As contribuições efetuadas ao longo da vida laboral do participante bem como o retorno dos investimentos são os fatores-chave para determinar o valor das aposentadorias. O estudo de caso do Fundo de Pensão do Governo Norueguês (GPFG) mostra que o retorno dos investimentos no longo prazo é impulsionado mais pela estratégia de alocação em classe de ativos dos planos

Tributação e efeitos em PE/VC Piero Minardi e Tatiana Penido

Piero Minardi e Tatiana Penido
Piero Minardi e Tatiana Penido

Edição 338

Dentre as muitas discussões que o Projeto de Lei nº 2.337/21 (propagandeada Segunda Fase da Reforma Tributária) tem suscitado, a previsão que visa reinstituir a tributação do Imposto de Renda (IR) sobre os lucros e dividendos talvez seja uma das que tem maior chance de repercutir transversalmente na economia nacional, afetando de forma ampla os investidores das companhias dos diversos setores e estruturas de investimento. Nos termos da redação atual do PL 2.337/21, o IR incidirá, via de regra, à alíquota d

Para além dos termos de troca Jorge Simino

Edição 337

Desde de meados do mês de abril é possível observar um movimento mais intenso de apreciação da nossa moeda, e isto sem maiores intervenções do banco central, seja por meio de oferta de swaps, seja por meio de oferta de linha ou mesmo spot. Apenas para o devido registro: a taxa de câmbio veio de R$ 5,55 / dólar, em 19 de abril, para R$ 4,90/dólar em 24 de junho.
Uma quase unanimidade aponta como nexo causal desta apreciação o forte incremento dos termos de troca observados na composição da no

Debate eleitoral define rumos do País em 2022 Eduardo Jarra

Edição 336

Nos próximos meses a pandemia do Covid -19 infelizmente continuará sendo assunto central em nossas vidas. Ao que tudo indica, porém, é questão de tempo para que felizmente cheguemos a uma importante vitória com o avanço da vacinação e o retorno às nossas rotinas anteriores. Isso trará visíveis ganhos econômicos e de bem-estar social. Certamente é um motivo para celebrarmos, mas não podemos perder de vista os desafios relevantes do País que, se não endereçados, nos impedirão de atingirmos e sustentarmos o p

Apetite por risco desapareceu Guilherme Benites

Edição 336

Poucos meses atrás – mais precisamente no final de 2020 – vivíamos um momento de mercado em que as opiniões sobre a retomada da economia eram majoritariamente positivas. Aliadas ao cenário de juro historicamente baixo e ao enorme fluxo de liquidez que os Bancos Centrais despejaram no mercado, elas insistentemente nos diziam: finalmente chegou o momento que esperávamos há anos e agora sim a parcela de risco dos portfólios aumentará significativamente.
É estranho pensar que faz tão pouco tempo que isso

O verdadeiro papel dos institucionais em ESG Fabio Alperowitch

Edição 335

O vocábulo verdadeiro não foi inserido no título deste artigo ao acaso. Se há um papel verdadeiro, podemos inferir que haja dúvidas ou má compreensão sobre qual seja ele, sendo então este debate o objetivo desta leitura.
Para contextualizar, cabe rememorar que a sustentabilidade não tem nada de novo. A novidade é como ela tem sido tratada pelas empresas. Antes confinada aos setores de conformidade, agora alçada à mesa dos CEOs. Antes preocupada com a obtenção de licenças ambientais ou prevenção de mul

Discutindo o “novo consenso” Solange Srour

Edição 335

Trinta anos atrás, o economista John Williamson cunhou o termo “Consenso de Washington” para se referir a um conjunto de políticas econômicas e reformas que países da América Latina deveriam adotar para sair da crise da dívida externa dos anos 1980. Tais medidas incluíam: disciplina fiscal, melhor direcionamento dos gastos públicos (menos subsídios indiscriminados e mais gastos com saúde e educação), taxas de juros e de câmbio determinadas pelo mercado, livre comércio, privatizações, promoção da segurança

Subir juros é paliativo, mas a doença é outra Adriana Dupita

Adriana Dupita é economista da Bloomberg para Brasil e Argentina
Adriana Dupita é economista da Bloomberg para Brasil e Argentina

Edição 334

O fim do intenso primeiro trimestre de 2021 traz muitos desafios para o Brasil, e as nossas próprias respostas a estes desafios serão decisivas para a trajetória dos ativos brasileiros. A má notícia é que as respostas dadas até agora ficaram aquém do necessário. A boa é que ainda há tempo de fazer melhores escolhas.
O maior desafio de todos segue sendo combater o drama humano e econômico da pandemia de Covid-19. Em 2020, o Brasil foi um exemplo ao mundo nas medidas adotadas para minorar o impacto econ