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Rentabilidade da Jusprev foi negativa em setembro

A Jusprev, plano associativo de cerca de 80 associações representativas de funcionários públicos das carreiras jurídicas e seus familiares, fechou o mês de setembro com rentabilidade negativa de -0,44% em relação a agosto. É a terceira rentabilidade negativa da entidade no ano, as anteriores haviam acontecido nos meses de fevereiro e março, auge da crise do Covid-19, quando a carteira da fundação rentabilizou -0,39 e -3,41%, respectivamente. No acumulado do ano, até setembro, a rentabilidade é positiva em 0,43%.
A fundação possui reservas de R$ 306 milhões, divididas em três fundos multimercados, sendo um deles pilotado pela Icatu Asset (representa 35,55% das reservas totais) e os outros dois pela Sul América (representam 36,06% e 28,39% das reservas).

Família Previdência ganha dois novos instituidores

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) aprovou na última quarta-feira (21/10) a adesão do Instituto Cultural Arcosul dos Representantes Comerciais do Rio Grande do Sul como instituidor do Plano Família Previdência, administrado pela Fundação Família Previdência, nova denominação da Fundação CEEE. Constituído na década passada, o Arcosul atua como o braço social do Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado do Rio Grande do Sul (Core/RS).
O Família Previdência, lançado em 2010, é um dos planos instituídos familiares mais antigos do sistema. O seu quadro de instituidores, agora com dez adesões, inclui a seção gaúcha da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), a Associação dos Jornais do Interior do Rio Grande do Sul (AdjoriRS) e a Associação Rio-Grandense de Entidades Fechadas de Previdência Complementar, a Tchê Previdência.

Carteira da Funpresp-Exe volta a crescer em outubro

A Funpresp-Exe, o fundo de pensão dos servidores do Executivo e do Legislativo federais, vem se recuperando em outubro das perdas sofridas em agosto e setembro. Até o dia 19, a sua carteira de investimentos da registrava valorização de 0,98%, elevando o ganho acumulado no ano para 2,64%. A entidade retorna assim ao patamar de julho, quando acumulava uma rentabilidade de 2,62% no exercício, somente 0,31% abaixo do índice de referência dos planos ExecPrev e LegisPrev (IPCA + 4% ao ano).

Plano Família da Fundação Copel recebe dois novos instituidores

LakoskiJoseCarlosCopelA Fundação Copel ganhou dois novos instituidores para seu plano Família, que reúne até o momento 4,2 mil participantes e patrimônio de R$ 51 milhões. Os dois novos instituidores são o Instituto de Engenharia do Paraná e a Associação Comercial do Paraná, que já foram aprovados pelo Conselho de Administração da entidade e devem agora ter seus planos aprovados pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar, a Previc.
Lançado em dezembro de 2017, o plano Família da entidade é um dos pioneiros no gênero e um modelo para o sistema. Instituído pela Associação dos Empregados e Participantes da Fundação Copel, o plano não cobra taxa de carregamento, tem taxa de administração de 1% e recebe hoje um valor médio de contribuição de cerca R$ 300,00 mensais, contra R$ 100,00 na época do lançamento, quase três anos atrás.
Segundo o diretor financeiro da Fundação Copel, José Carlos Lakoski, a expectativa é colocar os dois novos múltiplos “em pé” em dois meses e, ao longo dos próximos cinco anos, lançar mais dois planos nesse modelo. “Vamos construindo isso ao longo do tempo para que os planos instituídos gradualmente compensem a perda inevitável nos planos patrocinados, que já têm hoje 75% de seus patrimônios voltados ao pagamento de benefícios”, observa Lakoski.

OABPrev SP elege membros dos conselhos Deliberativo e Fiscal

A OABPrev SP concluiu o processo eleitoral que definiu os representantes de participantes e assistidos que comporão seus Conselhos Deliberativo e Fiscal na próxima gestão, a se iniciar em dezembro de 2020. Foram eleitos para o Conselho Deliberativo, como titulares, Fábio Glinder de Oliveira, Ednise de Carvalho Rodrigues e Leandro Aguiar Piccino, e como suplentes Daniela Marchi Magalhães, Érika Cassinelli Palma e Victor Adolfo Postigo.
Já para o Conselho Fiscal foram eleitos como titulares Marco Antonio Goulart e Luiza Gomes Gouveia Miranda, e como suplentes Adriana de Carvalho Vieira e Fabiana Nunes. Os demais membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal serão indicados pelos instituidores (OAB-SP, CAASP e demais Secionais e Caixas de Assistência componentes do plano).
“O processo eleitoral demonstrou o fortalecimento da entidade, que hoje já tem mais de 50 mil participantes e se aproxima de 1 bilhão em recursos geridos. A posse dos novos conselheiros está prevista para a primeira semana de dezembro, para um mandato de três anos”, afirmou Jarbas de Biagi, presidente do Conselho Deliberativo e da Comissão Eleitoral da OABPrev SP.

Brasil cai três posições em índice previdenciário da Mercer/CFA

mapa mundi1O Brasil ocupa a 26º posição no 12º Índice Global de Sistemas Previdenciários elaborado pela Mercer e CFA Institute, com 54,5 pontos obtidos. Os cinco primeiros classificados no estudo, que leva em conta a adequação, integridade e sustentabilidade dos sistemas, são Holanda (com 82,6 pontos), Dinamarca (81,4 pontos), Israel (74,7 pontos), Austrália (74,2 pontos) e Finlândia(72,9 pontos).
O Brasil caiu 3 posições em relação ao estudo anterior, de 2019, quando aparecia na 23ª posição. Os 54,5 pontos obtidos no ranking de 2020 são uma média dos 72,6 pontos obtidos pelo sistema previdenciário brasileiro no subíndice de adequação, 22,3 em sustentabilidade e 70,7 em integridade (ver tabela abaixo).
Para Felipe Bruno, líder de Previdência da Mercer Brasil, a queda no ranking está relacionada à manutenção de uma nota muito baixa no subíndice sustentabilidade. “Nossa avaliação é que, apesar da reforma previdenciária aprovada em 2019 trazer um alivio fiscal no médio e longo prazos, os efeitos ainda demoram a ser sentidos e os reflexos da pandemia podem atrasar um pouco este processo. O quesito sustentabilidade continua a ser a maior deficiência do nosso sistema, ajudando a manter o Brasil no grupo das piores avaliações com nota de (22,3)”.

Estudo - O estudo da Mercer/CFA Institute analisa 39 países. Segundo David Knox, sócio sênior da Mercer e principal autor do estudo, a recessão econômica causada pela Covid-19 levou à redução das contribuições para as aposentadorias, menores retornos de investimento e maior dívida governamental na maioria dos países. “Inevitavelmente, isso afetará as pensões futuras, o que significa que algumas pessoas terão que trabalhar mais, enquanto outras terão que se contentar com um padrão de vida mais baixo na aposentadoria. É fundamental que os governos reflitam sobre os pontos fortes e fracos de seus sistemas para garantir melhores resultados de longo prazo aos aposentados.”
“Mesmo antes da COVID-19, muitos sistemas públicos e privados de pensão em todo o mundo estavam sob pressão crescente para manter os benefícios”, disse Margaret Franklin, Presidente e CEO do CFA Institute.

Impactos - O impacto da Covid-19 é muito mais amplo do que apenas as implicações para a saúde; há efeitos econômicos de longo prazo que afetam as indústrias, as taxas de juros, o retorno de investimentos e a confiança da comunidade no futuro. Como resultado, a provisão de rendas de aposentadoria adequadas e sustentáveis a longo prazo também mudou.
O nível da dívida pública aumentou em muitos países após a Covid-19. É provável que esse aumento da dívida restrinja a capacidade dos futuros governos de apoiar suas populações mais velhas, seja por meio de pensões ou da prestação de outros serviços, como saúde ou assistência aos idosos.
Para ajudar a aliviar o impacto da Covid-19, os governos implantaram uma ampla gama de respostas para apoiar seus cidadãos e os sistemas previdenciários. "Alguns governos permitiram o acesso temporário a reservas de aposentadoria ou reduziram o nível das taxas de contribuição obrigatória para ajudar as famílias. Esses fatos provavelmente terão um impacto material na adequação, sustentabilidade e integridade dos sistemas de pensão, influenciando assim a evolução do Índice Global de Sistemas Previdenciários nos próximos anos”, diz o professor Deep Kapur, diretor do Monash Centre for Financial Studies (MCFS).
Por exemplo, a Austrália permitiu que indivíduos cuja renda havia caído em mais de 20% acessassem até AUD$ 20.000 (aproximadamente US$ 13.000) de seus ativos de pensão, enquanto o Chile permitiu que contribuintes ativos retirassem voluntariamente 10% de seus fundos de pensão individuais até o teto de US$ 5.600.
“É interessante notar que os dois principais sistemas de aposentadoria do Índice Global de Sistemas Previdenciários, Holanda e Dinamarca, não permitiram o acesso antecipado a ativos de pensão, embora os ativos de cada sistema correspondam a mais de 150% do PIB do seu país”, comentou o Dr. Knox.

Rk Sistema Índice 2020 Adequação Sustentabilidade Integridade
1 Holanda 82,6 81,5 79,3 88,9
2 Dinamarca 81,4 79,8 82,6 82,4
3 Israel 74,7 70,7 72,4 84,2
4 Austrália 74,2 66,8 74,6 85,5
5 Finlândia 72,9 71,0 60,5 93,5
6 Suécia 71,2 65,2 72,0 79,8
7 Singapura 71,2 74,1 59,9 82,5
8 Noruega 71,2 73,4 55,1 90,3
9 Canadá 69,3 68,2 64,4 77,8
10 Nova Zelândia 68,9 65,5 62,9 82,9
11 Alemanha 67,3 78,8 44,1 81,4
12 Suíça 67,0 59,5 64,2 83,1
13 Chile 67,0 56,5 70,0 79,6
14 Irlanda 65,0 74,7 45,6 76,5
15 Reino Unido 64,9 59,2 58,0 83,7
16 Bélgica 63,4 74,6 32,4 88,9
17 Hong Kong SAR 61,1 54,5 50,0 87,1
18 EUA 60,3 58,9 62,1 59,9
19 Malásia 60,1 50,1 58,6 78,0
20 França 60,0 78,7 40,9 57,0
21 Colômbia 58,5 62,5 45,5 70,5
22 Espanha 57,7 71,0 27,5 78,5
23 Arábia Saudita 57,5 59,6 51,6 62,4
24 Peru 57,2 59,5 49,2 64,6
25 Polônia 54,7 59,9 40,7 65,9
26 Brasil 54,5 72,6 22,3 70,7
27 África do Sul 52,8 43,0 45,7 78,3
28 Áustria 52,1 64,4 22,1 74,6
29 Itália 51,9 66,7 18,8 74,4
30 Indonésia 51,4 45,7 45,6 68,7
31 Coréia 50,5 48,0 53,4 50,3
32 Japão 48,5 52,9 35,9 59,2
33 China (continental) 47,3 57,4 36,2 46,7
34 Índia 45,7 38,8 43,1 60,3
35 México 44,7 36,5 55,8 42,2
36 Filipinas 43,0 38,9 53,4 34,8
37 Turquia 42,7 44,2 24,9 65,3
38 Argentina 42,5 54,5 27,6 44,4
39 Tailândia 40,8 36,8 40,8 47,3
  Média 59,7 60,9 50,0 71,3

MBPrev ganha em carteira conservadora mas perde na moderada

A MBPrev, fundo de pensão dos participantes da Mercedes Benz, divulgou os resultados das suas carteiras de investimento em agosto. Segundo o site da entidade, a carteira conservadora, composta por 100% de renda fixa, obteve a rentabilidade positiva de 0,10 % em setembro, contra um CDI de 0,16%. No acumulado do ano até setembro, a carteira tem um retorno de 2,01%, que representa 88 % do CDI.
Já na carteira moderada, que aplica 10% em renda variável, a rentabilidade de setembro foi negativa em 0,66%. No acumulado do ano até setembro a carteira moderada está negativa em 0,26%.

Vivest distribuirá superávit de 2019 do BSPS PAP/Fucesp

A Vivest, antiga Fundação Cesp, comunicou aos participantes do subplano BSPS do PAP/Fundação CESP a distribuição de superávit relativo ao ano de 2019, que é adicional ao valor da distribuição do superávit de 2018 e de 2017, em vigor atualmente.
O comunicado não especifica os valores, informando apenas que esses serão informados por email. A fundação explica que a distribuição de superávit é um direito estabelecido no regulamento do plano e abrange os participantes (ativos, autopatrocinados e coligados) e assistidos (aposentados e pensionistas) que aderiram ao PAP/Fundação CESP antes de 1º de janeiro de 1998 e possuem o BSPS.

Prevcom afere rentabilidade negativa de 0,4% em setembro

A rentabilidade dos investimentos da Prevcom ficou negativa em 0,4% em setembro, mas ainda acumula ganhos de 3,9% no acumulado de 2020. Foi o primeiro recuo mensal após cinco meses consecutivos de retornos positivos. Em 12 meses, a carteira do fundo de pensão tem rentabilidade de 8,69%.
Cerca de 70% dos recursos da Prevcom estão alocados em ativos de renda fixa, 14% em multimercados, 9% em renda variável e 7% em investimentos no exterior. A fundação fechou o mês passado com patrimônio de R$ 1,63 bilhão e 36,5 mil participantes.

Além de Brinckmann, também Suaide deixa a diretoria da Vexty

sergio brinckmannAs mudanças na Vexty, a nova denominação da Odebrecht Previdência, ocorrem não apenas na sua presidência mas também na diretoria de investimentos. Este site publicou em 13/09 que Sérgio Brinckmann estava deixando a presidência da entidade e sendo substituído por Mauro Motta Figueira, vindo da Odebrecht Holding. Hoje, Brinckmann postou um comunicado no Linkedin dizendo que também o diretor de investimentos, André Suaide, estava se desligando da fundação.
“Em 1º de outubro, André Sauide e eu entramos em uma fase de transição em que estamos passando nossas respectivas atividades para o colega Mauro Motta Figueira. Após esse período de transição, que deverá se estender até 31/12/20, passaremos a nos dedicar a outros projetos”, diz o comunicado de Brinckmann no Linkedin.
Suaide, que esteve por sete anos na área de investimentos da entidade, diz em comunicado também no Linkedin que “após esse período de transição (que durará) até o final do ano, passaremos a nos dedicar ao nosso projeto de empreender no setor de previdência”. Não há maiores explicações sobre o que será esse empreendimento conjunto.
Brinckmann cita em seu comunicado as conquistas da fundação durante o período de dez anos em que ocupou o cargo, como o aumento do patrimônio em três vezes e meia, o crescimento do número de participantes em 2,6 vezes, a criação da área de controles internos e melhorias na governança. Já Suaide cita como realização do seu período a "estruturação de um modelo de investimentos bastante elogiado na indústria, com comitês e sub-comitês de investimentos e riscos".
O novo presidente da Vexty, Mauro Motta Figueira, já assumiu as funções e participa com ambos do período de transição. Figueira é formado em engenharia de produção pela Universidade de São Paulo e possui MBA pela Darden School of Business, da Universidade de Virgínia (EUA). Antes de suas atividades atuais na Odebrecht Holding foi diretor de investimentos Odebrecht S.A e membro efetivo do conselho de administração da Braskem.