Mainnav

Planos da Capef superam metas atuariais em 2020

A Capef, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), fechou 2020 inteiramente no azul. Os planos BD e CV I apuraram retornos de 15,11% e 9,77%, superando em 3,86 e 0,03 pontos percentuais, respectivamente, as suas metas atuariais.
O BD, com cerca de 86% de sua carteira ancorada em renda fixa, ao redor de R$ 3,51 bilhões, obteve o seu melhor resultado na segunda metade da década. Já o CD, com 60% de seus recursos em renda fixa e 12,5% em renda variável, colheu uma rentabilidade de 16,97% entre abril e dezembro, depois de contabilizar um perda de 6,16% nos três primeiros meses do ano.
"De início, destacamos a manutenção de uma liquidez adequada em ambos os planos, com recursos suficientes para honrar os compromissos de pagamento de benefícios aos participantes, sem necessidade de venda de ativos, portanto sem ter que incorrer em realização de perdas", declarou o diretor de investimentos marcos Miranda. "Assim, passamos pelas oscilações bruscas quando o mercado ‘desceu de elevador’ e, à medida que o mercado retomava sua ‘subida de escada’, o comitê de investimentos adotou estratégias de ampliar a diversificação, com alocações em segmentos que proporcionassem maior retorno."

Acácio Carmo assume superintendência da PreviBayer

Acácio Carmo, que nos últimos nove anos esteve à frente do fundo de pensão da GE do Brasil, assumiu no final de dezembro do ano passado a superintendência da Fundação PreviBayer. Ele vai comandar uma equipe de cerca de dez pessoas, que no momento trabalha na definição das estratégias atuariais e de investimento para 2021.
“Ainda não temos completamente definidas as estratégias de 2021, na prática estou só com uns 15 dias de trabalho na fundação”, explica. “Tomei posse em dezembro, mas com as festas de fim de ano tive poucos dias de trabalho efetivo no ano passado”.
A ida de Carmo para a Previbayer representa, na verdade, um retorno, uma vez que ele já tinha trabalhado nessa entidade por 10 anos anteriormente. Foi analista atuarial de nov/2001 a mar/2007 e gerente atuarial de mar/2007 a jan/2012. Possui formação em administração de empresas e em ciências atuariais, pós-graduação em gestão de seguros e previdência e MBA em gestão atuarial e finanças.

 

Vinicius Narcizo assume a diretoria de investimentos da Vexty

O economista Vinicius Romboli Narcizo é o novo diretor de investimentos da Vexty, sucessora da Odebrecht Previdência. Ele assume as funções que vinham sendo exercidas de forma cumulativa pelo diretor-presidente Mauro Mota Figueira, empossado há três meses, desde a saída de André Luis Suaide, em outubro. Suaide se associou ao ex-presidente da entidade, Sérgio Brinckmann, para criar a Inside Pensions, consultoria voltada à previdência complementar fechada.
Graduado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Narcizo tem MBA em gestão financeira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com quase 21 anos de trajetória no mercado, o executivo atuou no Banco Safra, na OHL Brasil e, até recentemente, na holding do grupo Odebrecht, no qual ingressou em abril de 2010.
Outra novidade na Vexty é a troca de endereço. Instalada há alguns anos no Odebrecht Building, no bairro paulistano do Butantã, a entidade prepara a sua mudança para um escritório na torre comercial no Parque da Cidade, na Chácara Santo Antônio, com área cerca de 40% menor do que a sede atual. "Como pretendemos manter de forma permanente pelo menos um terço da nossa equipe, formada por 31 profissionais, trabalhando a distância, podemos optar por um espaço menor", informa o diretor de seguridade e de comunicação e relacionamento Cristiano Verardo.

 

 

Forluz está criando fundo exclusivo para investimento no exterior

ExteriorA Forluz, fundo de pensão dos funcionários da Cemig, está criando um fundo exclusivo para investimento no exterior. A fundação já opera com fundos exclusivos nas carteiras de renda variável e multimercados, num modelo chamado internamente de Plug&Play, que permite aumentar ou diminuir a alocação dos seus planos de benefícios nas várias estratégias de investimento de acordo com as demandas dos participantes ou da política de investimentos.
Procurada por Investidor Institucional para falar sobre como será o processo de seleção de gestores, a diretoria de investimentos da fundação disse que, por enquanto, não se manifestaria em relação à criação desse fundo exclusivo, mas que o processo já está em andamento.
A carteira de investimentos no exterior da Forluz atinge hoje cerca de R$ 317 milhões, sendo R$ 125 milhões alocados pelo Plano A, outros R$ 191 milhões pelo Plano B e mais R$ 730 mil pelo TaesaPrev. No consolidado de 2020, a rentabilidade dessa estratégia foi de 22,56% para a carteira do Plano A, de 23,34% para a carteira do Plano B e de 26,19% para a do Taesa Prev, o menor e mais recente plano da fundação. “O segmento de investimento no exterior foi o que apresentou o melhor retorno em 2020”, explica o boletim da fundação. “Para 2021, continuamos com o processo da criação de um fundo exclusivo, de estratégia no exterior”, complementa.
A Forluz possui uma carteira total de investimento de R$ 17,42 bilhões, dos quais R$ 6,25 bilhões (35,88%) compõem os ativos do Plano A, outros R$ 11,12 bilhões (63,80%) os ativos do Plano B e R$ 54 milhões (0,31%) os ativos da TaesaPrev. A rentabilidade de 12 meses da fundação, ao final do ano passado, foi de 10,44% para o Plano A, de 9,05% para o Plano B e de 7,55% para o Taesa Prev. Considerando-se apenas o mês de dezembro, a rentabilidade do Plano A foi de 2,28%, a do Plano B de 2,23% e a do Taesa Prev de 3,52%.

 

Eletrobras busca consultoria em previdência fechada

A Eletrobras abriu na última sexta-feira (08/01) licitação para a escolha de uma consultoria especializada em previdência complementar fechada. A empresa escolhida terá como missão ajudar a estatal a racionalizar gastos com os seis fundos de pensão por ela patrocinados: Real Grandeza, Eletros, Fundação Chesf, Previnorte, Nucleos e Fundação Elos. O trabalho, como prevê o edital do processo, demandará um diagnóstico detalhado dos prós e contras das estruturas vigentes nessas entidades e propostas de reformulação de seus sistemas de governança e/ou societários.
Informações sobre a licitação estão disponíveis no site da Eletrobras e no portal www.gov.br/compras. A abertura das propostas será realizada em 1 de fevereiro.

Valia reduz metas atuariais de quatro planos CV

Quatro planos de Contribuição Variável (CV) da Valia, o fundo de pensão dos funcionários da Vale, tiveram as suas metas atuariais reduzidas, a partir de 1 de janeiro, de 4,75% para 4,50% ao ano além da variação do IPC-Br: Vale Mais, Valiaprev, Vale Fertilizantes e Mosaic Mais. Os cortes graduais começaram em 2018, quando o índice de referência do Vale Mais e do Valiaprev declinou de 5,5% para 5,25% acima da inflação medida pelo IPC-Br.

Previc chancela novos instituidores da Fundação Copel

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) aprovou na última semana os convênios de adesão de dois novos instituidores do Plano Família, da Fundação Copel: o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e a Associação Comercial do Paraná (ACP). Hoje com cerca de 4,2 mil participantes o produto da entidade parananense ganha, assim, grandes perspectivas de crescimento, já que o IEP e a ACP contam, respectivamente, com 4,8 mil e mais de 30 mil associados.

Roberta Borio assume gerência financeira da Petros

Roberta da Rocha Miranda Borio assume a gerência financeira da Petros, área subordinada à diretoria de riscos, administração e finanças do fundo de pensão. Com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, Roberta esteve nos últimos seis anos, até setembro do ano passado, no Banco Modal, como gerente da área de private equity, respondendo pela gestão de ativos e fundos nos setores de energia, real estate e oleo e gás. Ela também participava do board da Santo Antônio Energia, a empresa da Cemig investida pelos Fundos de Participações (FIPs) Malbec e Melbourne, com gestão e administração do Modal.
Forluz e outros fundos de pensão estão cobrando da Cemig-GT o pagamento de “put” de IPCA+7% ao ano, previsto no contrato dos dois FIPs em caso de liquidação por renúncia dos seus administradores sem eleição de novos administradores. Foi o que aconteceu com ambos, ensejando a cobrança da Forluz. O caso está sob arbitragem.
Antes do Modal, Roberta, trabalhou por um ano na Taesa e anteriormente, por três anos, no grupo Bravante, na área de planejamento financeiro. É formada em Economia pela PUC-RJ e possui MBA em Finanças Corporativas pelo IBMEC,

Câmara municipal aprova a criação da Vitória Prevcom

A Câmara Municipal de Vitória aprovou no último 5 de janeiro a Lei Complementar municipal 007 que autoriza o prefeito da capital capixaba a constituir a Vitória Prevcom, com a finalidade de gerir e executar planos previdenciários de Contribuição Definida (CD), nos termos das Leis Complementares federais 108 e 109, de maio de 2001. O texto prevê a adesão do poder municipal, como patrocinador, a planos oferecidos tanto por entidades fechadas quanto abertas. Nesse caso, a Lei Complementar 007, determina a criação de um comitê gestor junto à entidade selecionada, constituído, paritariamente, por representantes indicados pelo chefe do Executivo municipal e por representantes indicados pelo sindicato com o maior número de servidores filiados.

Prece reforça governança e pretende investir no exterior em 2021

Antonio Carneiro Alves PreceEnquanto o mercado enfrenta o “novo normal” da pandemia, a Prece Previdência Complementar inaugura 2021 enquadrada em novo modelo de gestão, acelerando a recuperação de antigos défaults e adotando mudanças radicais em tecnologia e governança dos investimentos. Segundo o diretor presidente da entidade, Eduardo Freire da Silva Vargas, que assumiu em abril do ano passado, exatos três dias antes da entidade entrar no regime de home office, a “nova Prece” é o resultado de uma transição complexa. “Em plena pandemia, tivemos que readequar uma série de aspectos, da comunicação e intranet até a governança. Estamos migrando de dois planos BD para um CD e tudo terá que estar pronto até abril próximo, há uma série de documentos e autorizações necessários e, para completar, a Previc exagerou um pouco na edição de Instruções Normativas em 2020, o que nos deixou mais sobrecarregados”.
Apesar da sobrecarga, a entidade fechou 2020 cumprindo todos os percentuais exigidos pela fiscalização e adequada aos novos normativos, inclusive à Lei Geral de Proteção de Dados, LGPD. “Foi um marco transformador na gestão administrativa da Prece”, diz Vargas.
Entre as atualizações normativas, ele destaca o esforço de adequação à Resolução nº 32, que dispõe sobre os procedimentos a serem observados na divulgação de informações aos participantes e assistidos, e à instrução Previc nº 31, que estabelece normas para os procedimentos contábeis.
Na governança corporativa, a Prece agregou celeridade ao processo de tomada de decisão ao implementar reuniões online para os seus colegiados (Conselhos Fiscais e Deliberativo e Diretoria Executiva), além de adotar políticas de digitalização de documentos internos e criar de ambientes de rede para disponibilização de conteúdo, que representaram agilidade e redução de custos. “Estimamos uma redução de custos da ordem de 22%”, diz o presidente.
Outra frente relevante foi a mudança na cultura jurídica da entidade, com a agilização de negociações e acordos com empresas devedoras para finalizar processos, alguns dos quais estavam parados na Justiça desde 2017. “A expectativa é de recuperar R$ 400 milhões em défaults ao longo dos próximos dois anos”, informa o assessor Jurídico da Prece, Rodrigo Osorio Gondinho.

Resultados 2020 - A entidade terminou o ano de 2020 com uma rentabilidade média em torno de 2%, resultado afetado negativamente pela baixa de R$ 100 milhões relativos à reavaliação da carteira imobiliária, à adequação à IN PREVIC 34/2009 e à reavaliação econômico financeira de dois ativos relevantes da carteira – TGMC e CRT. Esse enquadramento impactou os planos Prece CV e Prece I e II. Até novembro, informa o diretor de Investimentos da entidade, Antonio Carneiro Alves, os planos Prece CV, Prece I e II e Prece III apresentaram, respectivamente, rentabilidades acumuladas no ano de 1,33%, - 1,50% e de 7,71%.
Os retornos teriam ficado em +3,15% (Prece CV) e +6,11% (Prece I e II) caso o impacto dos R$ 100 milhões fosse expurgado. “A rentabilidade média deve fechar 2020 um pouco acima de 2% mas, sem aquela baixa, iria para 5% ou 6% contra aproximadamente 9% da meta de INPC mais 4,80%”, estima Alves. O ajuste à IN 34, com o enquadramento dos ativos imobiliários, evitou a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) junto ao regulador, que era previsto para meados de 2020.

Renda variável - Em 2021 será mantido o patamar atual de 25% dos ativos totais alocados em bolsa brasileira, percentual que já é sustentado pela entidade há quatro anos. O controle da exposição ao risco do mercado nacional deverá ser garantido pelo aumento da diversificação, o que incluirá a primeira incursão da Prece no segmento de exterior, conta Alves. “Mas vamos começar leve, com um percentual de até 3% em exterior”. Além disso, será ampliada a exposição em fundos multimercados. Outra frente será o “garimpo” de títulos privados (debêntures) de primeira linha, em conformidade com limite de rating da política. A intenção, explica Antonio, é manter a estratégia em linha com os objetivos de diversificação e de gerenciamento de riscos, então serão buscados títulos de elevada liquidez, baixo risco de crédito e que entreguem retornos acima das metas atuariais e de gestão.
A reformulação na área de Investimentos passará pela adoção do critério de dupla checagem no modelo de gestão de Funds of Funds - FoFs a partir de 2021, detalha o diretor de Investimentos da Prece, Antonio Carneiro Alves “Já fazíamos o monitoramento dos gestores, mas agora a dupla checagem vai atribuir notas e tudo será formalizado, de modo que eles ficarão mais “ligados” no desempenho dos FoFs”.
O objetivo é aumentar a robustez dos processos e blindagem das operações de investimento, em linha com as melhores práticas de mercado. Para isso, a Coordenadoria de Investimentos está em fase final de estruturação do Manual de Seleção e Acompanhamento dos gestores externos, que irá definir uma série de métricas quantitativas e qualitativas, incluindo aí os princípios ESG e o alinhamento dos gestores com os fundos. O novo documento, aliado ao já existente Manual de Mandato de Gestores, servirá para comparar os FoFs entre seus pares.

Custódia - O reforço na governança dos investimentos deverá ganhar ainda com a troca do administrador fiduciário e custodiante, substituindo respectivamente a Caixa e o Santander pelo BTG Pactual, novo fornecedor desses serviços. “A nova gestão da Prece não só economizará em torno de R$ 500 mil ao ano com essa troca como também já começou a automatizar inúmeras rotinas/processos, com o auxílio do novo administrador/custodiante”, explica Antonio. Os novos controles operacionais automáticos deverão trazer mais segurança e blindagem para a gestão de investimentos, espera o diretor.