Mainnav

Gestora de private equity abre escritório em São Paulo

A gestora de investimentos Lexington Partners, que atua como co-investidora com fundos de private equity no mercado secundário, está abrindo um escritório em São Paulo. Será o segundo escritório da gestora na América Latina, que já opera em Santiago, capital do Chile, desde 2016.
“O novo escritório em São Paulo nos dá a oportunidade de complementar a presença regional da Lexington, expandir nossa rede e desenvolver os relacionamentos que iniciamos há mais de uma década, particularmente no momento em que investidores brasileiros estão aumentando sua alocação em private equity internacional”, explica Jose Sosa del Valle, sócio da Lexington e head da América Latina. O escritório de São Paulo vai ser comandado por Renato Weiss, vindo da Lexington de Santiago, onde estava desde 2016.

Buischi reforça equipe de gestão da Gauss Capital

A Gauss Capital, criada há pouco mais de dois anos pelo gestor Fabio Okumura, trouxe Erik Buischi para reforçar sua equipe de gestão e também ocupar uma das cadeiras do board. A casa fechou o ano passado com 30 colaboradores e mais de R$ 1 bilhão sob gestão.
"A entrada de um novo sócio relevante como o Erik é importante para fortalecer nosso time de gestão e reforçar o modelo de partnership que adotamos há dois anos e que tem trazido bons frutos à empresa. Ele vai agregar, além da experiência internacional na gestão de ativos, grande conhecimento da indústria de gestão de recursos. Estamos comprometidos em entregar mais que uma boa performance. Queremos ser uma referência de modelo de negócios", diz Okumura, CIO da Gauss.
Buischi foi, nos últimos cinco anos, porffólio manager de duas assets independentes americanas (Millennium e Stone Ridge) e, anteriormente, trader da Goldman Sachs por quatro anos. Nascido no Brasil, Buischi formou-se na Wharton School da Universidade da Pensilvânia e fez carreira no mercado americano.

Fundos fecham 2020 com captação líquida de R$ 156,4 bilhões

A indústria de fundos de investimento encerrou 2020 com captação líquida positiva de R$ 156,4 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O montante, 32% inferior ao registrado em 2019, corresponde à diferença entre os R$ 8,4 trilhões de aportes e R$ 8,3 trilhões de saques no período.
"O ano de 2020 foi atípico no mundo todo e com impacto em diversos setores da economia. Mesmo com os efeitos da crise, a indústria de fundos se mostrou resiliente, teve uma rápida e consistente retomada e entregou ótimos resultados", afirma Carlos André, vice-presidente da Anbima. "Além de uma regulação e autorregulação sólidas, uma das principais razões para o bom desempenho foi a confiança dos investidores: o número de contas saltou de 21 milhões, em 2019, para cerca de 25 milhões, em 2020. Além disso, alcançamos, no último dia de 2020, a marca histórica de R$ 6 trilhões de patrimônio líquido."
Os fundos multimercados e de ações foram os principais responsáveis pelo crescimento e mantiveram a trajetória bem-sucedida que registram desde o início da queda da taxa de juros. Os primeiros fecharam o ano com saldo positivo de R$ 97,6 bilhões, com avanço de 30% sobre 2019. Os fundos de ações tiveram captação líquida positiva de R$ 69,4 bilhões. Apesar de expressivo, o saldo foi 22% inferior ao registrado no ano anterior.
A classe de renda fixa foi a que mais sofreu os impactos da crise, mas, mesmo assim, teve desempenho superior a 2019. Os resgates líquidos totalizaram R$ 41,2 bilhões. Alguns aportes concentrados em fundos representativos contribuíram positivamente para os resultados. Eles ocorreram no segmento de poder público (governo) e totalizaram cerca de R$ 100 bilhões.
"A renda fixa num ambiente de taxa de juros baixa naturalmente perde atratividade, especialmente nos fundos com estratégias mais conservadoras e isso acaba estimulando os investidores a buscarem uma maior diversificação de suas carteiras e, aos poucos, reduzirem sua a aversão a risco. Mas, particularmente em 2020, muitas pessoas também precisaram acessar suas reservas de emergência, que estão em fundos mais conservadores, para pagamento de contas", assinala André.
Em relação às rentabilidades acumuladas no ano, os multimercados foram destaque: a maior parte teve desempenho acima da taxa DI (2,76%) e do Ibovespa (2,9%). O tipo investimento no exterior (pode alocar mais de 40% do seu patrimônio líquido em ativos estrangeiros) obteve retorno médio de 12,2%, enquanto o tipo estratégia específica (adota estratégias de investimento em riscos específicos, como commodities, futuro de índice etc.) ficou em segundo lugar com 8,3%.
Os fundos ações livres (podem adotar diversos tipos de estratégia) se destacaram entre os tipos que apresentam estratégias de investimento na classe de ações, com 6,2% de rentabilidade. Na renda fixa, o tipo dívida externa (aplica, no mínimo, 80% em títulos representativos da dívida externa) teve retorno de 36%, influenciado pela alta de 28,9% do dólar em 2020. O tipo duração alta grau de investimento (investe, no mínimo, 80% da carteira em títulos públicos com prazos maiores) rendeu 9,8% de janeiro a dezembro.

Mercado começa aquecido com lançamentos ESG

O ano começa aquecido para as iniciativas ESG (de Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês), com assets lançando novos produtos focados nessa temática. É o caso do Safra, que lançou o Safra Impacto ASG, um fundo que “busca unir sustentabilidade e retorno”, segundo informações da assessoria da asset. O fundo de renda variável, que utiliza metodologia do J. Safra Sarasin, inclui empresas brasileiras que atendam requisitos ESG e utiliza "metodologia pioneira em investimentos sustentáveis".
Outra asset que traz novidades logo nos primeiros dias do ano é a Shroders, que tornou o Schroder Best Ideas FIA adequado para investimentos dos regimes próprios de previdência, através da contratação da BEM DTVM como administradora. O fundo “incorpora análise ESG integrada ao processo de investimentos”, explica nota da empresa. O fundo apresentou rentabilidade de 10,06% em 2020, superando o benchmark IBrX em 6,86%, e de 50,73% em 24 meses, superando o IBrX em 12,67%.
Já a Bloomberg fez parceria com a norte-americana Rockefeller AM para lançar globalmente um novo índice ESG, o Bloomberg Rockefeller U.S. All Cap Multi-Factor ESG Improvers. O índice combina modelos de risco, dados e recursos de índices da Bloomberg com os 40 anos de experiência em ESG da Rockefeller Asset Management. Ao contrário de outros índices ESG, esse classifica a melhoria de desempenho de uma empresa em questões ESG em relação a seus pares do setor. “Esse índice multifatorial combina o Rockefeller ESG Improvers ScoreTM, um fator de aprimoramento alfa não correlacionado e proprietário, com fatores de qualidade e baixa volatilidade para buscar desempenho superior em relação aos índices ponderados de capitalização de mercado tradicionais com baixo erro de rastreamento e desvios mínimos de setor ou outros fatores”, diz nota da assessoria de imprensa da Boomberg.

Indústria de fundos soma R$ 6 trilhões, com 25 milhões de contas

A indústria brasileira de fundos atingiu R$ 6 trilhões de patrimônio líquido no fechamento de 2020, incluindo investimentos nos mercados doméstico e offshore. A marca é histórica, representando 80% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo as últimos estimativas divulgadas pelo IBGE.
Para a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), “o bom desempenho mostra a robustez do segmento e a confiança dos investidores, que percebem cada vez mais as vantagens da indústria. Entre elas está a possibilidade de diversificação, a gestão profissional, o acesso a diferentes tipos de ativos – muitos deles não poderiam ser acessados individualmente –, a oferta de fundos com inúmeras estratégias e o baixo tíquete para aplicação”.
Os fundos fecharam o ano passado com mais de 25 milhões de contas ativas. Em junho de 2019, quando a indústria atingiu R$ 5 trilhões de patrimônio líquido, eram 17,5 milhões de contas ativas, o que mostra a grande entrada de investidores no setor no segundo semestre.
A captação líquida (diferença entre as aplicações e os resgates) de 2020 foi de R$ 156,4 bilhões. Os multimercados e os fundos de ações impulsionaram esse resultado: juntos, captaram R$ 166,9 bilhões. A diferença entre a captação total da indústria e destes fundos se deu por conta dos resgates nas demais classes no ano, especialmente a renda fixa.

Rio Bravo aposta em logística impulsionando fundos imobiliários

Alexandre RodriguesRioBravoCom R$ 11,4 bilhões sob gestão em Fundos de Investimento Imobiliário – FIIs –, a Rio Bravo vê os fundos lastreados em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e ativos da área de logística como os mais promissores desse mercado para 2021. Segundo o gestor de FIIs da casa, Alexandre Rodrigues, em seguida vêm as oportunidades em fundos de lajes corporativas e o mais novo filão dessa classe, os fundos residenciais que fazem investimento desde a incorporação.
“As transformações estruturais do cenário econômico, com o crescimento do e-commerce frente ao comércio tradicional e da consequente demanda por galpões para delivery, alavancaram o segmento de logística este ano, que deve seguir com demanda forte no próximo ano, particularmente no caso de fundos com ativos próximos às grandes capitais”, observa Rodrigues.
A gestora está em período de emissão para captar recursos que permitirão quase dobrar o tamanho de seu fundo de Logística, o SDI Rio Bravo Renda Logística (SDIL11) que comunicou a abertura da quinta emissão de cotas. “O FII tem atualmente R$ 460 milhões e estamos comprando um ativo no valor de R$ 350 milhões, imóvel voltado para o e-commerce em Contagem (MG)”, explica Rodrigues. O lastro é em ativos considerados de qualidade nesse segmento, todos localizados num raio de até 30 km de grandes capitais. O critério de localização dos ativos, aliás, será crucial também para os demais FIIs.
“Em 2020, a pandemia tornou o mercado mais ansioso e alguns segmentos tiveram performances muito boas e se recuperaram, enquanto em outros os investidores ficaram mais céticos. Os FIIs que investem em logística e recebíveis concentraram o maior número de IPOs e ofertas subsequentes (follow-on) realizados na B3 este ano, lembra o gestor.

Lajes - No caso de lajes corporativas, um dos segmentos que mais sofreram com a vacância provocada pela fuga em direção ao home office este ano, a lógica continua sendo a de buscar oportunidades em ativos de boa qualidade e localização, principalmente nas regiões nobres de São Paulo, as mais resilientes, como a Faria Lima e a Paulista, que apresentam taxas de vacância mais seguras. “Conseguimos alugar 1.500 mts2 em imóveis do fundo corporativo nos últimos três meses na região da Paulista, recolocando inquilinos que haviam saído durante a pandemia”, informa.
A vacância corporativa nessas áreas, que era de 4% a 5% antes da crise, subiu para 7% atualmente, mas ainda é considerada uma taxa “pró-proprietário”. “A pandemia afetou a demanda e voltamos dois ou três anos nesse ciclo mas temos que olhar para os resultados daqui a cinco anos”, argumenta Rodrigues.
O interesse dos investidores pelo mercado imobiliário como alternativa de renda depois da queda do juro começa a abrir o leque de produtos no segmento residencial, que ainda engatinha no Brasil. “A tese é nova por aqui, mas nos EUA esse é o fundo imobiliário com maior participação de mercado”, lembra o gestor. Os Reits ou Real Estate Investment Trust residenciais listados nos EUA têm valor de mercado de aproximadamente US$ 154 bilhões.

Emissão - Em outubro, a Rio Bravo encerrou a captação de R$ 104 milhões de seu primeiro FII de renda residencial, que tem capital comprometido de R$ 150 milhões e já prevê nova emissão, informa Rodrigues. A estratégia inclui uma parte de desenvolvimento, ou seja, o fundo compra imóveis direto dos incorporadores, na fase pré-venda, o que reduz uma série de custos e também o risco da operação.
“Negociamos renda garantida e conseguimos entregar isso ao investidor inclusive durante a obra; depois disso a renda virá via locação direta dos imóveis. Nós nos tornamos os proprietários desde o início da obra e fazemos a comercialização num segundo momento”, detalha. O modelo é visto como o mais protegido do segmento imobiliário, argumenta Rodrigues, “até porque todos precisam de um lugar para morar; nos EUA ele é negociado com yelds menores pois o investidor precifica essa segurança”. A perspectiva é de que, à medida que esse segmento cresça e ganhe liquidez, passe a atrair também os fundos de pensão como investidores, acredita Rodrigues.

 

Luiz Sorge assume como head para América Latina do BNP Paribas AM

Luiz SorgeA BNP Paribas Asset Management, de origem francesa, anunciou hoje (22/12) a nomeação de Luiz Sorge como head para América Latina. Sorge, que assume a nova função em 1º de janeiro de 2021, ficará baseado em São Paulo e se reportará ao head Global de Client Group (GCG), Sandro Pierri.
Sorge continuará exercendo sua atual função, de CEO da BNPP AM Brasil, paralelamente às suas novas responsabilidades nas operações latino-americanas, que englobam Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru. Ele fará parte do Comitê de Gestão do GCG e do Comitê de Negócios Globais da BNP Paribas Asset Management, além de comitês de governança regionais.
O objetivo de Sorge, na nova posição, será aumentar ainda mais a presença e as potencialidades da BNP Paribas Asset Management em toda a região. “Nosso objetivo é continuar fornecendo soluções de investimento sustentáveis e de longo prazo aos nossos clientes”, diz ele.
Segundo Sandro Pierri, “a América Latina é uma região estrategicamente importante para a BNP Paribas Asset Management em nível global, como parte do nosso foco em Mercados Emergentes. Luiz tem ampla experiência na gestão de recursos de terceiros e um grande conhecimento da região. Sua nomeação nos permitirá acelerar nosso desenvolvimento dos negócios na América Latina, adotando uma abordagem mais integrada e aprimorando o atendimento ao cliente"
Sorge ingressou na BNPP AM Brasil em 2001 como Diretor de Produtos, passando em 2007 a exercer a função de head of sales & product development para investidores institucionais e individuais, distribuidores externos e investidores estrangeiros. Em julho de 2013 foi nomeado CEO da BNPP AM Brasil e membro do Comitê Executivo do Banco BNP Paribas Brasil S.A.

Tony Volpon deixa UBS para assumir como estrategista-chefe da WHG

tony volponAos poucos vai tomando forma o time que atuará na nova casa de investimentos para clientes super ricos, a WHG (de Wealth High Governance). Criado principalmente por ex-executivos do banco suíço Credit Suisse, a casa incorpora também profissionais de outras origens, como o ex-economista-chefe do UBS, Tony Volpon, que terminou de anunciar seu desligamento desse banco para assumir o posto de estrategista chefe da WHG. Ele estava no UBS há quase quatro anos, tendo passado anteriormente pela área de negócios internacionais do Banco Central e pelo Nomura Security.
A WHG deverá ter como CEO o ex-head do private bank do CS, Marco Aurélio Abrahão, e como responsável pelas áreas operacionais e de planejamento estratégico o ex-head de desenvolvimento de negócios do CS, Eric Cardozo, que acumulará os postos de COO & CFO. Também do CS vieram Júlio Campanhã, que atuava na área jurídica, e passa a responder pelo Legal e Compliance da WHG, e Mario Janes, vindo da área de produtos e que se mantém nessa mesma área na nova casa. Estima-se que o time da WHG inicie suas atividades com cerca de 30 pessoas.
Além dos recursos dos próprios sócios, a criação da nova casa contou com aporte estratégico da XP, que entra como sócia do projeto, colocando dessa forma um pé no segmento dos super ricos.

FIIs ganham com variação do IGP-M

Turbinados pela disparada na variação do IGP-M e seu impacto positivo sobre os contratos de compra e venda de imóveis, alguns Fundos de Investimento Imobiliário que investem em recebíveis com maior exposição a esse índice conseguiram entregar desempenho até 30% ou 40% acima do valor patrimonial. Ao mesmo tempo, o aumento da demanda das pessoas físicas pelos FII contribuiu para alavancar a valorização das cotas, analisa o sócio da Urca Capital Partners, Caio Braz.
A casa começou a negociar em março deste ano seu primeiro FII, um fundo indexado ao IGP-M e focado em certificados de recebíveis imobiliários (CRI) residenciais, cujas cotas tiveram a mesma média de valorização do mercado. Com esse bom desempenho, a Urca já prepara o lançamento de dois novos fundos para 2021.
As duas novas teses de investimento apostam na manutenção do apetite dos investidores pessoas físicas pelos ativos imobiliários, acentuando o movimento registrado no segundo semestre deste ano. E na demanda dos institucionais, incluindo EFPCs, por ativos que garantam maior previsibilidade na geração de renda a longo prazo, com recebíveis pré-estabelecidos e baixa volatilidade. Nessa linha, a gestora vai lançar um segundo fundo estruturado para CRIs e outro, que investirá em imóveis residenciais nos EUA.
Por conta do agravamento da pandemia, o ano será mais desafiador para alguns segmentos, como o de shoppings e o de hotelaria, acredita Braz. Além disso, a redução dos estímulos pelo governo deverá ampliar o impacto negativo do desemprego sobre o consumo das famílias, reduzindo a atratividade para grandes investimentos. “A vacinação contra a Covid não será suficiente para reverter essa situação”. Mas a pressão do juro baixo tende a continuar empurrando o investidor para o mercado imobiliário, o que sinaliza melhor desempenho das vendas de imóveis residenciais, acredita o gestor.

Carteiras atreladas à inflação têm maiores altas em novembro

As carteiras de títulos públicos indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registraram os maiores retornos de novembro, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O IMA-B5+, que reflete as taxas das NTN-Bs acima de cinco anos, apresentou a rentabilidade mais alta do mês entre os índices da Anbima: 2,59%, reduzindo a perda acumulada no ano para -1,87%. O IMA-B5, que acompanha as NTN-Bs até cinco anos, veio em seguida com valorização de 1,32% em novembro e de 6,10% no acumulado do ano.
"A performance positiva pode ser entendida como um reflexo do aumento do risco inflacionário. Isso provavelmente contribuiu para a maior procura por títulos que protejam contra a inflação", avalia Hilton Notini, gerente de preços e índices da Anbima. Ele lembra que, por outro lado, foi ofertado em novembro o maior lote de NTN-Bs curtas (com vencimento em maio de 2023), em um total de cinco milhões de títulos, o que pode diminuir pressões sobre os preços dos títulos mais longos.
A carteira do IRF-M1+, que acompanha os títulos públicos prefixados acima de um ano em mercado, iniciou o mês acumulando perda de -0,16% (até 24/11), mas a recuperação dos últimos dias resultou em alta de 0,46% no período. No ano, o retorno acumulado é de 5,24%.
No mercado de títulos corporativos, representados pelo Índice de Debêntures (IDA), as carteiras vinculadas à inflação também retrataram rentabilidade positiva. O melhor desempenho ficou com o IDA-IPCA Infraestrutura (formado por debêntures incentivadas) que, em alguma medida, acompanha o movimento das NTN-Bs, exibindo variação de 1,90% em novembro e de 6,97% no ano. Por sua vez, o IDA-IPCA ex-Infraestrutura (índice que desconsidera as debêntures incentivadas) também mostrou entrega positiva: 1,20% no mês e 5,12% no ano.