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Conselho do IRB poderá abrir processos contra ex-executivos

IRB BrasilRe da esq.p.dir Fernando Passos2ºJose Carlos Cardoso4ºO conselho de administração do IRB Brasil Re discutirá na próxima Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para 31 de julho, a proposta de ajuizamento de ação de responsabilidade contra o ex-presidente José Carlos Cardoso e o ex-vice-presidente financeiro e de relações com investidores Fernando Passos. A dupla renunciou no início de março em meio a uma crise de credibilidade que causou uma desvalorização de 53,27% nas ações de empresa entre 3 de fevereiro e 4 de março. A acentuada queda foi resultado, entre outros fatores, da divulgação de boatos, depois desmentidos, sobre a suposta participação acionária da Berkshire Hathway, do megainvestidor Warren Buffett, na resseguradora.
Na AGE, também serão apresentados aos acionistas “robustos indícios”, conforme consta no edital de convocação do encontro, de que Cardoso e Passos estariam envolvidos no pagamento de bônus irregulares a ex-diretores e funcionários no valor aproximado de R$ 60 milhões e teriam, ainda, aprovado compras de ações da resseguradora fora do limite autorizado pela casa. Além disso, o conselho de administração pretende responsabilizar os dois pelas incorreções nas demonstrações financeiras do exercício social de 2019, divulgadas originalmente em 18 de fevereiro, que obrigaram a nova diretoria a refazer o trabalho.
Tais desvios foram apurados ao longo de quatro meses em investigações internas conduzidas pelo escritório Felsberg Advogados com o apoio das consultorias KPMG Assessores e PricewaterhouseCoopers. Segundo comunicado da companhia, os trabalhos poderão gerar implicações adicionais sobre a ex-diretora vice-presidente de riscos e conformidade Lúcia Maria da Silva Valle, que foi destituída do cargo no fim de março. Pesam sobre ela suspeitas de omissões a respeito das irregularidades atribuídas a Cardoso e Passos.

CEO e mais 5 executivos trocam Willis Towers Watson pela Lockton

willis towers watsonUm grupo de seis executivos da Willis Towers Watson, encabeçados pelo CEO José Otavio Sampaio, está deixando a empresa e indo para a concorrente Lockton. Eles ainda devem permanecer alguns dias no grupo num processo de transição, mas a mudança foi comunicada hoje (01/07) pela empresa ao seu quadro de funcionários.
Sampaio estava na empresa havia 30 anos, tendo começado sua carreira na Willis, empresa da área de seguros que se fundiu com a Towers Watson (da área de consultoria e recursos humanos) em 2016, dando origem à Willis Towers Watson da qual ele se tornou o principal executivo. Passados quatro anos daquela primeira fusão o grupo partiu neste ano para uma nova união empresarial, desta vez com o grupo segurador Aon, anunciada no início do ano. Segundo rumores do mercado, essa nova união da Willis Towers Watson com a Aon teria criado desconforto em algumas pessoas, incluindo o grupo que migrou para a Lockton.
Além de Sampaio, também estão deixando a empresa Marcello Avena e Priscila Ali, que ocupam respectivamente os cargos de diretor da área de seguros de saúde e serviços e diretora financeira. Investidor Institucional não teve acesso aos nomes dos outros três executivos que também estão deixando a Willis Towers Watson.
Uma fonte que pediu a condição de anonimato disse à Investidor Institucional que o comunicado da saída foi feito aos funcionários hoje (01/07), após o responsável pela organização na América Latina ter explicado a situação num call, realizado ontem, no qual garantiu que nos próximos meses, até os cargos vagos serem preenchidos, ele passaria a dedicar mais tempo ao Brasil. Segundo essa fonte, as saídas afetam muito pouco a área de consultoria e de recursos humanos do grupo, tendo reflexos principalmente nas áreas de seguros e serviços de seguros.
Segundo essa fonte, é pouco provável que a causa da saída tenha sido a operação de fusão entre a Willis Towers Watson e a Aon, até porque ela ainda não chegou no Brasil. “Por enquanto está sendo discutida apenas nas matrizes, Estados Unidos e Inglaterra, onde o acordo ainda depende de aprovação dos órgãos reguladores”, afirma. “Só depois disso é que passará a ser discutida no Brasil. O mais provável é que os executivos tenham recebido uma boa proposta da Lockton, que é pequena e está querendo crescer no Brasil, e resolveram aceitar”.
A Willis Towers Watson conta hoje com cerca de 800 funcionários no Brasil, sendo aproximadamente 600 na área de seguros e serviços de seguros e algo como 200 na área de consultoria e recursos humanos.

Ellen Gracie no conselho de administração do IRB

A ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie Northfleet é a nova integrante do conselho de administração do IRB Brasil Re. A sua indicação recebeu 375.949.442 votos a favor e 8.000 abstenções em assembleia geral extraordinária realizada na última sexta-feira (12/06). Com mandato até a assembleia geral ordinária de 2021, a jurista ocupará o posto de conselheira independente na resseguradora.

Norma da Susep traz mudanças na contratação de seguros por EFPCs

finançasA Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou ontem a Resolução 385, com as deliberações tomadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) na reunião de 05 de junho último, atualizando as normas de contratação de cobertura de planos pelas entidades fechadas de previdência complementar. O CNSP é o equivalente, na área de seguros, ao Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) para as EFPCs.
A Resolução 385, que entra em vigor a partir de 1º de julho, revoga as resoluções anteriores que regulamentavam a contratação de seguros pelas EFPC, especificamente as resoluções 119, de 2004, e a 345, de 2017. No seu corpo, a nova resolução traz alguns ajustes e detalhamentos em relação às normas anteriores, assim como algumas mudanças sobre a contratação das coberturas.
Uma das mudanças introduzidas pela nova resolução, no seu artigo 2º, é a que passa a limitar a comercialização de seguros de pecúlio apenas às sociedades seguradoras autorizadas a operar planos de previdência. Outra mudança, introduzida em seu artigo 5º, dá um melhor detalhamento do período de diferimento dos planos, antes inexistente nas resoluções anteriores. A nova resolução traz também, em seu artigo 13º, uma explicação mais detalhada sobre a relação biométrica, deixando claro que essa deve ser em relação ao grupo de participantes.
Além disso, o artigo 19º da nova resolução introduz uma nova regra, tornando possível às sociedades seguradoras “operar em seguros de danos, observados os critérios estabelecidos em regulamentação específica, a comercialização de seguro stop loss, na hipótese de retenção de parte do risco segurável pela EFPC, a título de franquia, para coberturas estruturadas nas modalidades de benefício definido ou contribuição variável”.
Segundo uma fonte, a publicação da Resolução 385, consolidando as resoluções anteriores em um texto único, é importante para vários fundos de pensão que já contratam seguros para seus planos. A possibilidade de contratação de seguros pelas EFPCs foi aberta pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar em 2015, através da Resolução 17, mas só começou a vigorar a partir de 2017 com a Resolução 345 da Susep.
A nova resolução da Susep especifica que as coberturas passíveis de serem oferecidas pelas seguradoras aos fundos de pensão são para cobrir os seguintes riscos de planos: 1 - invalidez de participante de EFPC; 2 - morte de participante ou assistido de EFPC; 3 - sobrevivência de assistido de EFPC; e 4 - desvios de hipóteses biométricas.

 

IRB elege quatro conselheiros e perde suplente

O IRB Brasil elegeu, em assembleia geral extraordinária (AGE) realizada no último dia 11, quatro membros para o seu conselho de administração, que ficara reduzido a três integrantes em razão de uma onda de renúncias iniciada no fim de março. Foram escolhidos Regina Nunes, Ivan Passos, Henrique Luz e Marcos Falcão, cujos nomes serão submetidos, como é de praxe, ao crivo da Superintendência se Seguros Privados (Susep).
Uma semana após a AGE, entretanto, o conselho da resseguradora sofreu uma nova baixa, com a renúncia de Thaís Ricarte Peters, eleita em setembro de 2019 para o posto de suplente de Pedro Duarte Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, que deixou o órgão em 25 de março.

Conselho do IRB fica reduzido a três membros com novas renúncias

Segue à toda a onda de renúncias no conselho de administração do IRB Brasil RE. Na última segunda-feira (20/04), abdicaram de seus postos os membros efetivos Vinícius José de Almeida Albernaz e Alexsandro Broedel Lopes, representantes do Bradesco e do Itaú-Unibanco, e os seus respectivos suplentes, Ivan Luiz Gontijo Júnior e Oswaldo do Nascimento. Como resultado, o órgão colegiado da resseguradora – que já amargara as partidas voluntárias dos efetivos Pedro Duarte Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, e Maria Elena Bidino entre 25 de março e 1 de abril – ficou reduzido em menos de um mês a apenas três titulares: o presidente interino Antônio Cássio dos Santos, Marcos Bastos Rocha e Roberto Dagnoni.
Para preencher as vagas em aberto, o IRB recorreu aos serviços da Korn Ferry. Especializada em contratações de executivos, a consultoria indicou quatro nomes que serão submetidos à aprovação dos acionistas em assembleia geral extraordinária a ser agendada: Regina Nunes, sócia-fundadora da RNA Capital e ex-CEO da S&P Global Ratings no Brasil e na Argentina; Ivan Passos, ex-vice-presidente técnico e de riscos industriais da SulAmérica Seguros; Henrique Luz, ex-sócio sênior e vice-presidente da consultoria PwC; e Marcos Falcão, ex-CEO da Icatu Hartford.
Os ajustes na cúpula da resseguradora, que se estenderam à diretoria executiva, tiveram início no fim de fevereiro com a renúncia do então presidente do conselho de administração, Ivan Monteiro, em meio a uma onda de boatos, depois desmentidos, de que a Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, teria se tornado acionista do IRB. O episódio causou as renúncias dos CEO José Carlos Cardoso e do vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores Fernando Passos, substituídos por Santos, que também assumiu a presidência do conselho da casa, e Werner Suffert. Colega de Cardoso e Passos na cúpula, a vice-presidente de riscos e conformidade, Lúcia Maria da Silva Valle, cedeu seu posto para Wilson Toneto, , por decisão do conselho, em 23 de março.

IRB anuncia mais mudanças na diretoria

Sob nova direção desde o último mês, o IRB Brasil RE anunciou nesta segunda-feira (06/04) outras mudanças em sua diretoria. Isabel Blazquez Solano assume a vice-presidência de resseguros e as áreas de subscrição e retrocessão, além dos escritórios de Buenos Aires e Londres. Com mais de dez anos de experiência no mercado de resseguros, a executiva atuou anteriormente como diretora de subscrição de property & casualty internacional, óleo & gás e retrocessão do IRB.
José Farias de Sousa troca a vice-presidência de resseguros pela vice-presidência estratégia corporativa e gestão de clientes. Souza responderá temporariamente pelas áreas técnica e de sinistros e prestará assessoria ao CEO interino Antônio Cássio dos Santos nas atividades do gabinete de crise de impactos da Covid-19.
A companhia também informou a chegada de Luis Nagamine, novo diretor de subscrição de property & casualty internacional e óleo & gás. Com 30 anos de carreira em seguros e resseguros, atuou por mais de dez anos em empresas como AIG RE, Munich RE, Chubb e, mais recentemente, na Mitsui, como diretor técnico e corporativo comercial.
Os ajustes no comando da resseguradora tiveram início no fim de fevereiro com a renúncia do presidente do conselho de administração, Ivan Monteiro, em meio a uma onda de boatos, depois desmentidos, de que a Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, teria se tornado acionista do IRB. O episódio causou as renúncias dos CEO José Carlos Cardoso e do vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores Fernando Passos, substituídos por Santos, que também assumiu a presidência do conselho da casa, e Werner Suffert. Colega de Cardoso e Passos na cúpula, a vice-presidente de riscos e conformidade, Lúcia Maria da Silva Valle, cedeu seu posto, por decisão do conselho de administração, para Wilson Toneto, em 23 de março.

Setor de seguros terá de relacionar operações a partir de 2023

Solange Paiva VieiraA partir de março de 2023, o mais tardar, as seguradoras, resseguradoras, sociedades de capitalização e entidades abertas de previdência complementar terão de contabilizar e relacionar todas as suas operações em entidades registradoras independentes homologadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). A determinação acaba de ser estabelecida pela Resolução 383 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), de 20 de março, cuja redação levou em conta sugestões apresentadas pela sociedade, por meio de uma série de consultas públicas realizadas a partir de maio de 2019.

O texto não trata das regras de credenciamento das entidades registradoras, que serão definidas pela Susep por meio de normas complementares. Agentes de mercado, no entanto, acreditam que boa parte dos requisitos seguirão o receituário apresentado em uma minuta da Resolução 383 elaborada na segunda quinzena de dezembro de 2019. A lista incluía, entre outras, as seguintes exigências aos candidatos à homologação por prazos mínimos de quatro anos: patrimônio líquido de R$ 15 milhões; constituição sob a forma de sociedade anônima; observância de padrões técnicos adequados, a critério da Susep e em linha com os Princípios para Infraestruturas do Mercado Financeiro do Bank for International Settlements (BIS), inclusive no que diz respeito à segurança, à governança e à continuidade de negócios.

Em discussão há pelo menos dez anos, a implantação de um sistema de registro de operações no ramo de seguros foi tema de um workshop promovido pela Susep, no Rio de Janeiro, em fevereiro último. Na abertura do encontro, a titular da autarquia federal, Solange Paiva Vieira, afirmou que a proposta marca a necessidade de superar o atraso tecnológico vivenciado pelo setor. "Pretendemos aumentar a cobertura do seguro no Brasil, fazer o seguro crescer. E enxergamos alguns caminhos para isso: com tecnologia, estímulo da concorrência, transparência e estabilidade jurídica", afirmou a superintendente no evento.

Susep contará com "clientes ocultos" para intensificar fiscalização

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) vai recorrer a "clientes ocultos" na fiscalização de produtos e serviços de seguros, capitalização e previdência complementar. As figuras em questão serão servidores da casa que, como prevê a recente Resolução 382 da autarquia federal, se passarão por proponentes ou interessados, "com o objetivo de verificar a adequação e a conformidade das práticas de conduta do ente supervisionado ou do intermediário à regulação vigente". A norma estabelece ainda que o ente supervisionado ou o intermediário não precisam ser avisados sobre a atividade de supervisão do cliente oculto.

Setor de seguros apresenta alta de 17,6% em janeiro

O setor de seguros teve um bom início de temporada. Segundo a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), em janeiro, a arrecadação de seguros experimentou forte alta comparada a igual período de 2019 e à média móvel de 12 meses. Nessas métricas, as taxas de expansão alcançaram as marcas de 17,6% e 12,6%, respectivamente, com receitas de R$ 23,6 bilhões e de R$ 273,7 bilhões, novo recorde de arrecadação nos 12 meses encerrados em janeiro. A expansão no primeiro mês do ano, vale destacar, se deu sem contar com as receitas de saúde suplementar e do seguro contra danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre (DPVAT).