ALM mede impacto de aposentadoria na Fusan

Luiz Carlos da Silva, da SaneparEdição 246 

Fundo prepara novo estudo de casamento do ativo com o passivo e deve buscar mais dois gestores para este semestre,

Se a preocupação que impulsionou um estudo de ALM (Asset Liability Management) no segundo semestre de 2012 era com o desempenho da Fusan em um novo cenário econômico, o que move a entidade de previdência complementar dos empregados da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) agora é avaliar o impacto de um programa de incentivo à aposentadoria feito pela patrocinadora da entidade. Além do impacto do passivo, o estudo pretende reavaliar os desdobramentos da queda dos juros e seus impactos na diversificação das carteiras de investimento da fundação.

 

Ainda no ano passado, a Sanepar iniciou uma campanha para incentivar a aposentadoria de funcionários com idade suficiente para requerer o benefício do INSS. O programa terminou com a aposentadoria de 150 pessoas, que estão se preparando para deixar a companhia até o fim de março. “No começo deste programa não sabíamos exatamente quantos participantes iriam aderir à proposta. Imaginávamos pelo menos 600 pessoas”, conta o diretor administrativo-financeiro do fundo de pensão, Luiz Carlos da Silva.

 

Mesmo com uma quantidade menor que a esperada, a instituição está aguardando o término do período de transferência de conhecimento (90 dias), quando os empregados antigos treinam os novos contratados, para iniciar um ALM completo da fundação, que já na última revisão apresentou desempenho satisfatório, segundo Silva.

 

Na época, a carteira mantinha 76% dos ativos em renda fixa, 14% em renda variável, 6% em operações com participantes, 2% em imóveis e 2% em estruturados. Atualmente ela segue as mesmas diretrizes com um patrimônio de R$ 1 bilhão, o que até dezembro de 2012 somava 9,16 mil participantes – dos quais 45% assistidos.

 

Mais uma vez, quem estará à frente do ALM será Guilherme Benites da consultoria Aditus. A previsão é de que o estudo esteja pronto até o fim de março. E o diretor do fundo diz que quer manter as atuais gestoras que trabalham com a casa. Em renda fixa ficam Itaú, Bram e HSBC e, em renda variável, alguns dos nomes são SulAmérica e BlackRock. Nesta nova etapa, o executivo acena com a possibilidade de contratação de mais duas assets. Também é estudada uma nova alocação dos recursos atuais, mas isso só será decidido após a conclusão do levantamento.

 

 

 

Metas e Oportunidades – Com um superávit de R$ 1,58 milhão, a nova meta atuarial definida pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) de 5,75% deverá subtrair das reservas do fundo aproximadamente R$ 30 milhões por ano.

 

A fim de buscar o equilíbrio dos planos, considerando as novas variáveis de participantes e de mercado, estão na mira da enxuta equipe de investimentos alternativas como FIPs (fundos de investimentos em participações), investimentos no exterior, fundos imobiliários. Além disso, são avaliadas opções em crédito privado e ampliação da carteira de renda variável com gestão mais ativa. “Sempre tivemos um perfil de carteira conservadora, agora é o momento de correr mais risco. Acredito que o destaque deste novo passo está no uso mais sofisticado da renda variável”, finaliza Silva.