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Dívida líquida da Petrobras tem alta de 43% no 1T19 e soma R$ 372,2 bi

O balanço de resultos da Petrobras, referente ao primeiro trimestre do ano, divulgado ontem à noite, aponta o crescimento de 43% da dívida líquida da companhia, na comparação anual, totalizando R$ 372,2 bilhões. Segundo o documento da estatal, o resultado se deve à adoção do IRFS 16, com o impacto do lançamento de arrendamentos mercantis, que saltou de R$ 759 milhões para R$ 106 bilhões, na mesma base de comparação.
Desconsiderando o efeito IRFS 16, a dívida bruta teve redução de 9,7%, na comparação anual, e de 6% na comparação trimestral, somando R$ 307,1 bilhões.
O nível de alavancagem aumentou 5 pontos percentuais, passando de 51%, ao final de março do ano passado, para 56%. O índice de dívida líquida/Ebitda ajustado ficou em 3,19x ante 3,67x registrado no primeiro trimestre de 2018. A meta da Petrobras é de 1,5x para 2020.
A fatia da dívida da Petrobras em dólares representa 76% do total e em reais, 17%. Em dólares, a dívida líquida ficou em US$ 68,3 bilhões, queda de 1%, ante o quarto trimestre, e de 15,8%, ante o primeiro trimestre de 2018.

Lucro Líquido do Banco Votorantim foi de R$ 336 bi no 1T19

O Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) do Banco Votorantim no primeiro trimestre de 2019 alcançou 14,8%, contra 11,8% reportado no 1T18. O lucro líquido foi de R$ 336 milhões.

“A consistência do plano estratégico do Banco Votorantim nos permite crescer novamente o patamar de ROE. Isso é reflexo do nosso foco no avanço da rentabilização dos negócios, aumento da eficiência operacional e diversificação das fontes de receitas. Seguimos em uma crescente evolução, colhendo os frutos do trabalho iniciado há três anos”, comemora Elcio Jorge dos Santos, presidente do Banco Votorantim.

O Índice de Basileia do banco alcançou 16,0% - acima do mínimo regulatório de 10,5% -, sendo 14,0% de Capital Nível I, que consiste no somatório do Capital Principal (12,1%) e Capital Complementar (1,9%).

No período, a Votorantim Asset Management recebeu a classificação máxima da S&P Global devido à disciplina dos processos de gestão de investimento, às fortes práticas operacionais e de controle, e aos bons princípios fiduciários. O relatório completo está disponível no link www.bancovotorantim.com.br/ri.

Presidente dos Correios defende abertura de capital para minoritários

O presidente dos Correios, General Juarez Cunha, defendeu a abertura de capital da empresa a “acionistas minoritários” como alternativa à privatização da empresa, em podcast dirigido aos funcionários, publicado no canal oficial no YouTube. Na mensagem, Cunha ressalta que a empresa está passando por um processo de modernização para atender às exigências de competitividade do mercado e para a sanar “a devassa” financeira pela qual os Correios passaram nos últimos anos.

O general destacou ainda a importância do papel social dos Correios, que não pode ser assumido por uma empresa privada, como propõe o projeto do governo.

Ouça a íntegra da mensagem aqui.

Conselho confirma Eduardo Bartolomeo na presidência da Vale

A Vale informou, ontem à noite, que o Conselho de Administração confirmou o nome de Eduardo Bartolomeo na presidência da companhia. De acordo com comunicado ao mercado, Bartolomeo foi escolhido a partir de uma lista preparada pela Spencer Stuart, empresa internacional de seleção de executivos, "em conformidade com a governança da companhia".
Bartolomeo está na Vale há dez anos, tendo exercido as funções de diretor executivo de Logística, Operações Integradas de Bulk Commodities e de Metais Básicos no Canadá.
A Vale informa ainda que "Fabio Schvartsman permanece na companhia como diretor executivo estatutário, porém em situação de afastamento", conforme anunciado em março.

Previ poderá ter três assentos no novo Conselho da Vale

Os acionistas da Vale se reúnem, amanhã (30/04), em assembleia, para eleger os novos membros do Conselho de Administração. A proposta da administração indicou dois novos nomes da Previ para compor o conselho: José Maurício Coelho, presidente da fundação, e Márcio Hamilton Ferreira, presidente do Conselho Deliberativo. O diretor de Seguridade da Previ, Marcel Juviniano, já possui assento no colegiado da mineradora e pode ser reconduzido.
Previ, Petros, Funcef e Funcesp têm participação na Vale por meio da empresa Litel, com 22%, maior fatia na composição acionária. Da Litel, a Previ possui 80,62%, a Funcef, 11,5%, a Petros, 6,93%, e a Funcesp, 0,93%. Entre os outros acionistas controladores da Vale estão o Bradespar (6,7%), BNDESpar (6,3%) e a japonesa Mitsui (5,6%).

Em comunicado ao mercado, a Vale informou que a eleição de membros do Conselho de Administração se derá por voto múltiplo, uma vez que "foi atingido o percentual mínimo necessário à requisição de adoção do processo". Os acionistas minoritários conseguiram participação suficiente para indicar um conselheiro e votar os nomes individualmente.

Governo de SP institui grupo de trabalho para estudar privatização da Sabesp

A Sabesp, empresa de saneamento básico do estado de São Paulo, publicou fato relevante informando a constituição de grupo de trabalho com o objetivo de avaliar alternativas de reorganização societária da empresa. Segundo o comunicado do departamento de Relações com Investidores da empresa, a medida segue orientação do Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização, instituído pela Lei Estadual 9.361 de 5 de julho de 1996. Ainda de acordo com o comunicado, o extrato da ata contendo a deliberação encontra-se disponível no site de Relações com Investidores da Companhia.

Munich Re pode criar gestora de fundos quantitativos no Brasil

A Munich Re, uma das maiores empresas de seguros e resseguros do mundo, está analisando a possibilidade de criar uma gestora de fundos quantitativos no Brasil. O grupo alemão, que atualmente opera no Brasil apenas com as áreas de seguro e resseguro, estaria analisando também os mercados do Chile, Perú e Colômbia para implantar a operação de fundos quants, como são mais conhecidos os fundos quantitativos.

Essa área de gestão de fundos quants, por enquanto, existe apenas na Alemanha, matriz da Munich Re. Segundo uma fonte a par dos planos da empresa, um grupo de consultores contratados estaria analisando os países sulamericanos citados para ver em qual deles, e em que circunstâncias, a nova gestora poderia ser instalada. Eventualmente a criação da nova empresa poderia acontecer em mais de um deles.

Bradesco divulga lucro líquido de R$ 6,2 bilhões no 1T

O Bradesco divulgou hoje um lucro líquido recorrente de R$6,2 bilhões no 1º trimestre do ano, aumento de 7,0% em relação ao trimestre anterior e de 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado corresponde a R$2,83 por ação, com rentabilidade de 20,5% sobre o patrimônio líquido. O resultado operacional foi de R$8,9 bilhões, aumento de 3,1% em relação ao trimestre anterior e de 15,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Índice de Basiléia Nível I em março de 2019 foi de 14,4%, aumento de 70 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. A apresentação e demonstrações contábeis completas estão disponíveis no Site de Relações com Investidores - bradesco.com.br/ri.

Correios na mira de Guedes para privatização

Segundo fontes do governo federal, a privatização dos Correios está na pauta da equipe econômica. O ministro da Economia, Paulo Guedes, inclusive já teria convencido o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, pasta a qual a estatal é subordinada, da importância da medida. Entre os argumentos apresentados por Guedes à Pontes está o déficit do Postalis, o fundo de pensão da estatal, que obriga atualmente os participantes a descontarem mais de 20% de seus salários para equacionar o atuarial do fundo.

O objetivo do ministro da Economia, Paulo Guedes, com a venda das estatais, é a diminuição da dívida pública e também a redução dos casos de corrupção na máquina pública. Segundo ele, o excessivo número de estatais daria margem à interferência indevida de políticos e à criação de focos de corrupção nas empresas, como ocorreu na Petrobras, Caixa Econômica Federal e Correios.

Após reunião com Bolsonaro, ministros anunciam não interferência nos preços da Petrobras

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou, ontem à noite, após reunião com presidente Jair Bolsonaro e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que o governo está comprometido em não manipular preços e em aumentar a transparência da Petrobras. Na reunião, os ministros explicaram a Bolsonaro como funciona o processo de formação de preços dos combustíveis.

Em coletiva de imprensa após a reunião, Guedes alertou que um eventual congelamento de preços colocaria em risco os futuros leilões de gás e petróleo, inclusive do excedente de barris da camada pré-sal. “Quem estabelece as práticas de preço é a Petrobras. A maior demonstração que podemos dar de que foi uma reunião de esclarecimento é que não saímos com preço [dos combustíveis] fechado. O presidente da Petrobras tem o encargo de tornar cada vez mais transparente a política de preços O que está claro é que tem uma dimensão econômica a ser respeitada para não colocar em risco nossos leilões”, declarou Guedes.

Segundo Albuquerque, o presidente "foi esclarecido" sobre o assunto e que a definição sobre qual será o percentual de reajuste no preço do combustível, e quando ele será aplicado, são decisões exclusivas da Petrobras. "Desde 2002, o preço do mercado de combustíveis é livre e quem vai tratar desse assunto é a Petrobras", afirmou.

O ministro de Minas e Energia ressaltou que o preço definido pela Petrobras incide nas refinarias e corresponde a 54% do valor final do que é vendido nas bombas. A formação final do preço, segundo ele, ainda inclui impostos federais e estaduais. Alburqueque argumentou também que os preços cobrados no país estão abaixo da média mundial. "Hoje, o valor do diesel no Brasil, praticado na bomba, é 12%, em média, abaixo do que é praticado no mundo. O Brasil é o 102º país no preço do diesel, em comparação com 165 países que têm o acompanhamento do preço do diesel", afirmou.

O ministro da Economia reiterou que, no médio prazo, o governo pretende fazer privatizações no setor de distribuição de petróleo e gás e mudar a regulamentação para atacar monopólios e cartéis no mercado de energia. Segundo ele, essas mudanças vão tornar a energia mais barata nos próximos anos. Ainda segundo Paulo Guedes, o governo estuda medidas de compensação da oscilação do preço do diesel para os caminhoneiros. Uma delas seria a indexação da tabela do frete ao preço do combsutível, como ocorre nos Estados Unidos. (Com informações da Agência Brasil)