Funcesp fecha 2019 com rentabilidade de 14,94%

A Funcesp, o maior fundo de pensão privado do país, com patrimônio líquido de R$ 32,16 bilhões, fechou 2019 com rentabilidade consolidada de 14,94%. O retorno, o segundo mais expressivo dos últimos sete anos, atrás apenas dos 18,32% alcançados em 2016, superou em 6,14 pontos percentuais a meta atuarial estabelecida para o período. Os ganhos mais expressivos foram colhidos em renda variável (18,76%), investimentos no exterior (18,29%), renda fixa (14,89%) e aplicações imobiliárias (9,55%).

Petros divulga política de investimentos de 2020 a 2024

A Política de Investimentos da Petros para os próximos cinco anos (2020-2024) passa a focar em ativos com rentabilidade esperada maior que os títulos de renda fixa, cujos retornos devem ficar abaixo das metas atuariais. A parcela dos recursos em renda variável vai aumentar, tanto em investimentos diretos (ações em Bolsa), quanto indiretos (fundos de ações). As aplicações em renda fixa serão reduzidas. Além disso, a Política de Investimentos prevê desinvestimentos em ativos com alto grau de concentração para uma melhor gestão de riscos.

O investimento no exterior também está previsto. A estratégia é de diversificação e de proteção, reduzindo a exposição ao risco Brasil. No caso de imóveis, a Petros mantém sua estratégia de desinvestimento ou transferência para fundos nos próximos dez anos, de maneira a se adequar à resolução CMN nº 4.661/18, que veda novos investimentos em imóveis de forma direta. A Fundação permanece com a estratégia de vender os ativos de Fundos de Investimentos em Participações (FIPs) que não estão de acordo com seu programa de investimentos.

As alterações da Política de Investimentos foram feitas com base num cenário econômico que prevê recuperação da atividade econômica no curto e médio prazo, com possível reflexo na inflação e nos juros. Segundo nota da Petros, a Política de Investimento de cada plano leva em consideração sua modalidade, maturidade, características das obrigações e busca o equilíbrio econômico-financeiro entre o ativo e o passivo atuarial e a liquidez necessária para garantir o fluxo de despesas.

Confira, a seguir, os quadros que mostram as diretrizes para os investimentos dos planos Petros do Sistema Petrobras — Repactuados (PPSP-R) e Não Repactuados (PPSP-NR) e Petros-2 (PP-2), maiores planos administrados pela Petros. As Políticas de Investimentos foram concluídas antes da cisão dos planos PPSP-R e PPSP-NR, para reunir os participantes do chamado Grupo Pré-70 no PPSP-R Pré-70 e no PPSP-NR Pré-70. Para esses planos, as decisões quanto às estratégias de investimentos ainda estão em fase de estudos.


Investimentos do PPSP-R Alocação 2020-2024 referência
(setembro/2019) mínimo máximo
Renda fixa 66,4% 20% 100% 46%
Renda variável 21% 0% 45% 33%

Estruturados
FIPs
Multimercado estruturado

1,1%
1,1%
0,0%
0%
0%
0%
20%
5%
15%
10%
0%
10%
Imobiliário 6,2% 0% 10% 6%
Operações com participantes 4,1% 0% 15% 5%
Investimento no exterior 0,0% 0% 10% 0%



Investimentos do PPSP-NR Alocação 2020-2024 referência
(setembro/2019) mínimo máximo
Renda fixa 68,4% 20% 100% 49%
Renda variável 19,4% 0% 45% 33%

Estruturados
FIPs
Multimercado estruturado

1,2%
1,2%
0,0%
0%
0%
0%
20%
5%
15%
6%
0%
6%
Imobiliário 7% 0% 10% 7%
Operações com participantes 2,6% 0% 15% 5%
Investimento no exterior 0,0% 0% 5% 0%



Investimentos do PP-2 Alocação 2020-2024 referência
(setembro/2019) mínimo máximo
Renda fixa 71,0% 0% 100% 32%
Renda variável 18,0% 0% 45% 39%

Estruturados
FIPs
Multimercado estruturado

6,1%
1,2%
4,9%
0%
0%
0%
20%
5%
15%
17%
2%
15%
Imobiliário 1,7% 0% 10% 2%
Operações com participantes 3,2% 0% 15% 5%
Investimento no exterior 0,0% 0% 10% 5%
 

Funcef divulga com restrição nova política de investimento

A Funcef definiu nova política de investimento para o período 2020-2024, com redução nos investimentos em renda fixa por conta do volume de vencimentos de títulos públicos e bancários no período e também pela menor atratividade da renda fixa em relação aos demais segmentos de investimentos – ações e participações diretas relevantes.

A informação no site da Funcef não dá maiores detalhes sobre os percentuais alocados pelos planos em cada classe de ativo nem os objetivos estabelecidos para esses na nova política de investimento. Ao contrário do site da Petros (ver nota de hoje, 27/01), que informa claramente os percentuais por planos da nova política de investimentos, o site da Funcef limita essa informação apenas aos participantes logados em sua área de Autoatendimento.

Com as novas regras de transparência definidas na última reunião do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), já em vigor e que devem estar integralmente implementadas pelas EFPC até o final de 2020, as políticas de abertura de informações apenas aos que podem se logar terão que mudar. As novas regras definidas pelo CNPC vão no sentido de oferecer mais transparência aos números das entidades, proibindo restrições de informação através de barreiras de logins ou senhas.

Mas de forma genérica, a entidade informa que sua meta atuarial para todos os planos de benefícios é de 4,50%. Para os planos REG/Replan Saldado e Não Saldado, ambos considerados maduros, a meta é reduzir riscos e entregar um resultado um ponto percentual acima da meta atuarial a fim de recuperar parcela do deficit. E no caso dos planos jovens, como o Novo Plano e REB, o objetivo é alcançar o equilíbrio entre risco e retorno de forma eficiente, garantindo um incremento da reserva matemática individual proporcional à medida de risco. Já a carteira com recursos dos assistidos contará apenas com aplicações em títulos públicos levados até o vencimento, ativos líquidos (que podem facilmente ser convertidos em dinheiro), além dos contratos de empréstimos e financiamentos.

Aportes esporádicos na Fapa somam R$ 828 mil em 2019

Os aportes esporádicos realizados em 2019 pelos participantes da Fundação de Previdência do Instituto Emater (Fapa), do Paraná, totalizaram R$ 828 mil. O montante corresponde a um crescimento de 4,5% ante os R$ 792 mil registrados em 2018.

“Mesmo com uma redução gradativa no número de participantes [atualmente a Fapa conta com 476 participantes], as contribuições extraordinárias aumentam a cada ano e já contabilizamos mais de R$ 3 milhões nos últimos seis anos”, diz a diretora de seguridade e administração da EFPC, Maria Aparecida Saad Gebran, em comunicado.

Ela destaca que, além do incremento no benefício futuro, os participantes que fazem a declaração completa do Imposto de Renda aproveitam o incentivo fiscal. Isso porque eles podem deduzir até o limite de 12% dos seus rendimentos brutos com contribuição previdenciária e dessa forma pagar menos imposto ou ter maior restituição de IR.

Planos da Fundação Copel obtêm retornos na faixa de 20%

A Fundação Copel, fundo de pensão patrocinado por companhias energéticas do Paraná, obteve retornos expressivos, na faixa de 20%, em suas carteiras de investimentos no último ano. O Plano III, o quinto maior produto do sistema na modalidade de contribuição variável (CV), com um volume de cerca de R$ 5,2 bilhões, apresentou rentabilidade de 22,41% em sua porção de contribuição definida (CD) e de 17,78% na de benefício definido, atingindo uma média ao redor de 20%. Já o Plano Família, que é a referência entre os produtos do gênero, fechou o exercício com valorização de 22,93%. 

“Aumentamos a exposição em renda variável e fundos multimercados”, conta o diretor de investimentos José Carlos Lakoski. “O processo de diversificação segue em andamento. Até meados do ano, pretendemos contar com mais dois gestores de fundos imobiliários.”

Faeces prepara mudança de nome para abrigar novos instituidores

A Fundação Assistencial dos Empregados da Cesan (Faeces), que tem como patrocinadora a empresa de saneamento do Espirito Santo, está repleta de novidades para 2020, quando completa, em abril, 25 anos de sua fundação. Uma delas é a mudança de nome, ainda em fase de estudos para posterior aprovação das instâncias competentes. Isso porque a EFPC se prepara para iniciar neste ano a administração de novos planos, tanto instituídos como no modelo família, para parentes até o quarto grau dos participantes. No caso dos instituidos, explica Luiz Carlos Cotta, presidente do fundo de pensão, estarão no radar da Faeces tanto as entidades de classes regionais como também os municipios do Espirito Santo sem o porte necessário para criar a sua própria fundação.

“Entendemos que a mudança de nome é importante, já que vamos começar a administrar planos de previdência não mais apenas para os empregados da Cesan”, diz Cotta. Para iniciar os contatos com potenciais interessados em ter os planos administrados pela Faeces, a entidade aguarda as devidas aprovações dos órgãos reguladores, que Cotta espera que ocorra até abril, para coincidir com o aniversário da EFPC, no dia 25 daquele mês.

Rentabilidade – No que tange aos investimentos, em 2019 a Faeces cumpriu com folga sua meta atuarial. No plano de Benefício Definido (BD) o retorno foi de 16,63%, enquanto no de Contribuição Variável o ganho foi ainda maior, de 17,09%, contra uma obrigação de 9,21% em ambos.

A renda variável, com 15% de participação na carteira, somada aos títulos públicos de longo prazo, que se beneficiaram do fechamento da curva de juros, foram os principais responsáveis pelo bom desempenho no ano passado. O segmento de estruturados, em que a EFPC possui uma parcela de 12% em FIPs, também foi muito bem. Os fundos de investimento em participações da Faeces, que reunem ativos florestais e de infraestrutura, entregaram um retorno de 18,57% em 2019.

Para 2020, a entidade pretende ampliar a fatia em ações de 15% para 20% e estrear a alocação no exterior, com a intenção de chegar em dezembro com uma parcela de 8% dos recursos alocados fora do país.

*Leia mais sobre os planos da Faeces para os próximos meses na edição n° 322 da revista Investidor Institucional

Postalis lança canal de denúncias em parceria com a Deloitte

O Postalis lançou nesta sexta-feira (24) seu canal de denúncias, aberto para qualquer pessoa que tenha conhecimento de atos e condutas em desacordo com a legislação e com as políticas e valores do Instituto. A ferramenta será gerida pela Deloitte, garantindo total sigilo a quem registrar manifestações, seja pelo site próprio do canal, telefone ou e-mail.

O denunciante tem a opção de não se identificar e o sistema não permite rastreamentos que possam revelar a origem do contato. “Não haverá nunca nenhum tipo de comunicação entre o manifestante e o Postalis. Isso é previsto em contrato para tornar o processo totalmente seguro”, afirma Ticiane Almeida, gerente sênior da Deloitte, em comunicado.

 

Os investidos e desinvestidos pela Value Prev em 2019

A Value Prev, sucessora da HP Prev, passou a publicar no informativo “Value Prev com você”, voltado aos participantes e assistidos de seus planos, a relação de fundos investidos e desinvestidos pela entidade, antes divulgada apenas nos relatórios anuais da entidade. “A intenção é mostrar ao nosso público que estamos ativos na gestão, trocando fundos com performances insatisfatórias por outros que, acreditamos, trarão resultados mais consistentes”, explica o diretor de investimentos João Carlos Ferreira. 

O informativo de dezembro relaciona os veículos de investimento que entraram e saíram de cena na Value Prev em 2019. Seis produtos entraram: BB Multimercado Global Select Equity Investimento no Exterior, Itaú Private Ações Index Ibovespa FIC, Oceana Valor 30 Fundo de Investimento, SPX Nimitz Estruturado Fundo de Investimento, Sul América Endurance Fundo de Investimento Multimercado e Lacan Florestal III Feeder Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia. Os desinvestimentos atingiram Itaú Institucional Referenciado DI FI, Rio Bravo Columbia Threadneedle European Fundo e Velt Institucional FI em Cotas de FI de Ações.

 

Previsc alcançou rentabilidade de 14,85% em 2019

A Previsc, fundo de pensão da Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) fechou o ano de 2019 com rentabilidade de 14,85%. Entre os fatores que contribuíram para o bom resultado estão o fechamento da curva de juros, impactando diretamente na carteira de Renda Fixa, assim o ótimo desempenho do segmento de Renda Variável e o aumento de exposição nos investimentos no exterior (bolsa), realizado no final do 4º trimestre do ano passado.

A Previsc tem mais de 19 mil participantes, 20 planos de previdência, 37 patrocinadores e quatro instituidores. Em janeiro deste ano a entidade ultrapassou R$ 1,5 bilhão em patrimônio. “Alcançar esta marca comprova nossa credibilidade e solidez perante o mercado e demonstra o compromisso assumido com nossos participantes e patrocinadores. É o resultado de um planejamento estratégico criterioso e da gestão responsável dos fundos e carteiras”, afirma a superintendente da entidade, Regidia Frantz.

A entidade está otimista para 2020 e acredita em um cenário positivo para o Brasil. Apesar da renda fixa continuar apresentando resultados modestos, a rentabilidade da renda variável tende a impulsionar o resultado dos planos. O aumento de mandatos existentes, tais como crédito privado e investimentos no exterior, além do ingresso de investimentos em fundos imobiliários servirão para aumentar a diversificação da carteira, fazendo com que melhore o equilíbrio entre risco e retorno dos planos da entidade.

CV da Value Prev rendeu 15,85% no ano passado

A Value Prev, fundo de pensão da HP, obteve uma rentabilidade de 15,85% no ano passado, equivalente a IPCA + 10,88%, em seu plano de Contribuição Variável (CV), nos quatro perfis de investimento. O perfil Superconservador, que investe somente em renda fixa, encerrou o ano com resultado 4,25% acima do IPCA. Os demais, Conservador, Moderado e Agressivo superaram o IPCA em 11,37%, 14,15% e 17,53%, respectivamente.

Os perfis de investimento, implantados pela Value Prev em janeiro de 2000, têm obtido resultados sempre acima da inflação ao longo desses últimos 20 anos, informa o diretor da entidade, João Carlos Ferreira.